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Na COP 21, Francisco manda mensagem: Igreja está alinhada para resolver questões ambientais

Para o papa argentino, cuja mensagem foi transmitida no encontro pelo monsenhor Marcelo Sorondo, a injustiça social também tem que ser enfrentada de forma conjunta, "a exemplo do que está sendo feito no momento na questão das mudanças climáticas do planeta" 06/12/2015 às 20:45
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Na avaliação do papa Francisco "os homens de boa fé precisam se unir para reverter o aquecimento global".
Antônio ximenes Paris, França

 O papa Francisco deixou claro que a Igreja Católica Apostólica Romana está alinhada na luta para resolver os problemas resultantes das mudanças climáticas, na COP 21 de Paris. A mensagem do papa chegou através do monsenhor Marcelo Sorondo, chanceler da Academia de Ciência do Vaticano, que em conferência no Instituto de Estudos Filandes na capital francesa, declarou que "na visão do Papa Francisco, a injustiça social tem que ser enfrentada  de forma conjunta; a exemplo do que está sendo feito no momento na questão das mudanças climáticas do planeta; onde as nações se unem para salvar a humanidade de uma catástrofe sem proporções; se a temperatura da Terra continuar se elevando; fruto da emissão dos gases de efeito estufa".

No encontro, que contou com a presença de dezenas de autoridades científicas, o diretor da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos da América, Ram Ramathram, disse que " se nós queremos justiça social e paz, temos que cuidar do meio ambiente de uma forma sustentável e permanente, porque se trata da manutenção da vida e a humanidade espera que se encontre alternativas concretas às mudanças climáticas".


O superintendente geral da FAS, Virgílio Viana, que participou da mesa com o monsenhor Sorondo, disse que "trata-se de um momento histórico de aproximação da academia com a religião, notadamente, no que diz respeito a preservação do planeta e ,especialmente, da floresta amazônica. É algo muito claro a vulnerabilidade das populações que vivem sob o efeito das mudanças climáticas, com cheias e vazantes nunca vistas antes". 

De consenso na Cop 21, no que se refere a participação da Igreja, é que as mudanças climáticas vão muito além do meio ambiente é, antes de tudo, uma questão moral e humanitária. Na avaliação do papa Francisco "os homens de boa fé precisam se unir para reverter o aquecimento global".

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