Quinta-feira, 04 de Março de 2021
VOLUNTÁRIA NA PANDEMIA

Na Inglaterra, amazonense se voluntaria na aplicação da vacina contra a Covid-19

A amazonense Ana Antony Crawford, 43, presencia durante seu trabalho voluntário a alegria de britânicos ao receberem a imunização contra o novo coronavírus



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16/01/2021 às 14:10

É nos dias de folga que a educadora infantil, Ana Goreth Antony Crawford, 43, moradora da cidade de Winchester, no sul da Inglaterra, atua como voluntária durante a vacinação contra a Covid-19 no país. A função dela é dar suporte aos profissionais da saúde os quais aplicam o imunizante na população. A amazonense, que mora há 20 anos fora do Brasil, presencia a alegria de britânicos ao receberem a imunização contra o novo coronavírus.

A vacina, fabricada pelo laboratório farmacêutico Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech, começou a ser disponibilizada ao público prioritário no dia 8 de dezembro.  “Antes de começar a campanha de vacinação, o Sistema Britânico de Saúde (NHS) lançou um apelo público por meio das unidades de médicos da família conhecidos como GP - General Practitioners”, comentou ela. 



“O apelo era por voluntários para atuar durante a vacinação, e como não trabalho às sextas-feiras, eu decidi ajudar e tem sido uma experiência fantástica”. Jornalista por formação, Ana Goreth também trabalha como tradutora e interprete na capital do condado de Hampshire. Ela explica quais funções desenvolve durante o voluntariado.

“O nosso trabalho é dar suporte aos profissionais de saúde; checamos a temperatura das pessoas; reforçamos a regra dos dois metros de distância na fila; damos suporte emocional a quem está sendo vacinado e observamos as pessoas já vacinadas por doze minutos, já que as mesmas precisam ser analisadas em caso de terem alguma reação alérgica”.

Nesse primeiro momento, o grupo prioritário a receber a vacinação são pessoas maiores de 80 anos, profissionais da saúde e de cuidados a pessoas vulneráveis. Até então, 1,5 milhão de britânicos já receberam uma primeira dose da vacina no Reino Unido. E nos próximos dias, a cidade de Winchester iniciará a aplicação de doses da vacinação AstraZeneca/Oxford.

Para Ana Goreth, a experiência de auxiliar profissionais da saúde e presenciar a felicidade de idosos, após serem imunizados contra a doença, têm sido marcante. “Eles ficam felizes, agradecem e nos abençoam. Teve uma velhinha de 85 anos que me perguntou se já poderia ir ao cabeleireiro, no entanto, não pode por que estamos em lockdown novamente". Ela também não esconde a ansiedade em receber a primeira dose do imunizante. “Estou inserida no sexto grupo, porque sou asmática. Mas eles estão falando em imunizar os voluntários antes”.

A realidade do Brasil

Ana Goreth não deixou de criticar a demora do governo brasileiro para imunizar a população contra a Covid-19. Ela torce para que a própria mãe receba a dose da vacina.

“Infelizmente, o presidente parece não encarar a pandemia com a seriedade que é necessária e é preciso que o povo reaja exigindo a vacinação. Se tem para Inglaterra, tem que ter pro Brasil. Tenho dupla cidadania, tenho dois países e quero o mesmo para os dois”, ressaltou. “Minha família toda mora aí, E infelizmente tenho uma tia que está lutando pela vida no Hospital São Lucas. Toda vez que ajudo um velhinho aqui, eu me pergunto quando minha mãe será vacinada”, finalizou.

País mais atingido na Europa

A Inglaterra é o país da Europa mais atingido pela pandemia, com quase 80.000 mortes - incluindo 1.325 anunciadas na última sexta-feira, um recorde - o Reino Unido enfrenta atualmente um novo surto de contaminação pelo coronavírus atribuído a uma variante mais contagiosa.

Confinado pela terceira vez, o país embarcou numa "corrida contra o tempo", enfrentando hospitais à beira da saturação, para vacinar até meados de fevereiro os maiores de 70 anos, profissionais da saúde e pessoas vulneráveis, ou seja, cerca de 15 milhões de pessoas pertencentes a uma categoria da população que soma 88% das mortes devido à covid-19.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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