Publicidade
Cotidiano
Notícias

Na semana delas, destacamos as poderosas mulheres que comandam setores da polícia

A delegada Débora Mafra afirma que mulheres equilibram bem trabalho e afazeres domésticos, pois conseguem desempenhar várias funções ao mesmo tempo 02/03/2015 às 09:16
Show 1
A delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, na Zona Norte, deixou para trás a carreira de professora de educação infantil e revela que é apaixonada pelo que faz atualmente
Kelly Melo Manaus (AM)

A delegada Débora Mafra, 45, é uma dessas mulheres que sonharam e ousaram ir mais além. Servidora pública há mais de 10 anos, Mafra conta que abriu mão de ser professora do ensino infantil para se dedicar à polícia. “Eu sou apaixonada pelo que faço”, declarou ela, que não mede esforços para elucidar um crime e mesmo sem “sair do salto”.

O retrospecto da delegada, hoje titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, na Zona Norte, é positivo. “Consegui realizar um belo trabalho por onde passei e posso dizer que respiro polícia, pois foi através dela que criei meus dois filhos”. 

Questionada sobre como lidar com a profissão e os afazeres domésticos, a delegada afirmou que as mulheres sempre saem na frente porque elas conseguem desempenhar  várias funções ao mesmo tempo. “O homem é diferente. Tem investigador que até pede para delegar uma demanda por vez. As mulheres não. Resolvem tudo ao mesmo tempo e não se enrolam. Eu sempre estou atenta às demandas da delegacia e de olho no que está acontecendo em casa”, disse.

Mafra também acredita que a mulher desempenha uma função importante dentro da polícia porque elas têm uma abordagem diferente e, às vezes, criminosos (mesmo de alta periculosidade) se abrem mais facilmente.

“Há situações em que os criminosos se espantam quando se deparam comigo, mas a minha forma de abordá-los transmite confiança e eles acabam abrindo o jogo”, contou ela que mede só 1,48m de altura.

Militar

As mulheres também estão bem representadas na Polícia Militar e muitas delas preferem estar na “área” (na rua) do que realizando trabalhos administrativos. Esse é o caso de uma das soldados das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Cristiane Salazar. 

Integrante do grupo desde que saiu do curso de formação, há seis anos, ela que  é estudante de biologia, confessa: “Sou apaixonada pela minha profissão”. Segundo a soldado, no começo algumas dificuldades tiveram que ser vencidas para seguir na carreira, principalmente no quesito vaidade. “Às vezes dá tempo de se arrumar antes de sair, outras não. O importante é que estamos nas ruas combatendo a criminalidade”. 

Comando

Quem também preferiu ter um “revólver”  como acessório indispensável na bolsa, foi a capitã Adriana Sales, da 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), localizada no bairro Amazonino Mendes, Zona Norte. Atualmente, a policial militar acumula duas funções. Além da 27ª Cicom, ela também comanda o projeto piloto “Ronda Maria da Penha”.

Como toda mulher, ela vem conseguindo desempenhar muito bem as duas funções ao mesmo tempo. À frente de mais de 140 policiais militares, onde apenas 12 deles são mulheres, a capitã relata que o processo de adaptação não foi fácil.

No entanto, ela afirmou que depois de se acostumar, se apaixonou pela área. “A carreira militar sempre me chamou atenção. Vim pensando na estabilidade do concurso público, mas acabei  me apaixonando e  só vou sair da corporação quando me aposentar”.

Publicidade
Publicidade