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'Não será possível sequer pensar em reajuste salarial aos servidores do Amazonas', afirma José Melo

A afirmação foi feita pelo governador, José Melo (Pros), na tarde desta quinta-feira (22), após uma reunião com 21 entidades representativas da segurança pública, na sede do Governo -- avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste 22/10/2015 às 19:23
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José Melo fez o anúncio na tarde desta quinta-feira (22)
natália caplan ---

Com uma queda de 4,1% na receita de todos os tributos recolhidos, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), e redução nominal de receitas acumulada em R$ 261 milhões, não será possível sequer pensar em reajuste salarial aos servidores do Amazonas. A afirmação foi feita pelo governador, José Melo (Pros), na tarde desta quinta-feira (22), após uma reunião com 21 entidades representativas da segurança pública, na sede do Governo -- avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste.

Entretanto, ele se comprometeu a atender os pleitos da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) que não implicam em aumento de gastos, como a regulamentação da Gratificação de Trabalho Extra (GTE), revisão do código de ética da categoria e a permissão para que os policiais militares possam portar armas mesmo fora do horário de serviço. Também prometeu trabalhar para mudar o sistema de alimentação de entrega de quentinhas para ticket.

"O primeiro pleito é referente ao GTE. Eles queriam o reodernamento para que ela fosse destinada exclusivamente para aqueles profissionais que estão na rua, no enfrentamento dos bandidos. Está sendo feito. O segundo era o reordenamento no horário de trabalho deles. Vinham reclamando muito. Já determinamos. Outra coisa, quando o policial fechava o seu turno, tinha que sair  desarmado. Era um velho pleito que eles tinham de poder ter o porte de arma, a própria deles, não aquela de serviço. Porque eles alegavam que, por exemplo, estariam em uma drogaria fazendo compras e, se aparecesse um bandido, eles levariam uma desvantagem enorme. Também atendemos. A questão da alimentação acertamos que iremos trabalhar para que, no próximo ano, possamos mudar. Hoje, a alimentação é servida nos quartéis e eles querem receber em forma de ticket. E um estudo do código de ética deles, que remonta a época de Pero Vaz de Caminha, tem mais de 30 anos e, agora, será reformualdo. Aqueles pleitos que implicam em gastos, infelizmente, não dá. Já ultrapassamos o limite prudencial da lei de responsabilidade fiscal. Acertamos que, em algum momento lá na frente, voltaremos a sentar na mesa para discutir a questão das promoções e as datas base não só deles, mas também dos outros servidores",  resumiu Melo.


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