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Cotidiano
ECONOMIA

'Não sou inimigo da Zona Franca', diz ministro da Indústria em visita ao AM

Marcos Jorge ainda comentou que tentativa do governo federal de reduzir alíquotas de concentrados do PIM não teve participação do Mdic 22/06/2018 às 15:44 - Atualizado em 22/06/2018 às 17:54
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Foto: Junio Matos/Freelancer
Nais Campos Manaus (AM)

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Jorge, esclareceu, durante visita a Manaus, não ser inimigo da Zona Franca. Ele afirmou que há um mito no Amazonas de que a pasta ministerial trabalhe contra os interesses do modelo. Marcos Jorge reagiu de forma taxativa às críticas de que o Mdic pouco tem feito para defender a manutenção da Zona Franca de Manaus.

O ministro, porém não deixou claro seu posicionamento quanto à atuação do Mdic ante aos recentes ataques ao Polo Industrial de Manaus (PIM), deixando a responsabilidade para outras pastas. Ameaças como a possibilidade de fechamento das gigantes de refrigerantes instaladas no PIM e o caso Transire Eletrônicos, que também estuda deixar Manaus  e desempregar mais de 10 mil pessoas, também não foram totalmente esclarecidas. As declarações aconteceram ontem  durante a inauguração de uma unidade fluvial de fiscalização e pesquisa ligada ao Inmetro.

Ele tentou deixar claro que a medida adotada pelo governo federal de reduzir a alíquota, de 20% para 4%, sobre os concentrados de refrigerantes não teve a participação da pasta. “A questão tributária é de competência da Receita Federal, o Mdic, porém, tem acompanhado os efeitos dessa resolução por entender a relevância do polo de refrigerantes. Mas é uma medida que somente o ministro da Fazenda pode comentar”, defendeu-se o ministro.

Desculpas

Para amenizar os efeitos negativos do Mdic, o ministro lembrou que foi em sua gestão a liberação de R$ 150 milhões para que a prefeitura de Manaus realizasse as obras de revitalização do parque industrial. “Também estamos trabalhado incansavelmente pelo reinvestimento das glosas de pesquisa e desenvolvimento, objeto, inclusive da MP 810 (recursos para P&D), já aprovado”, ilustrou.

O titular do Mdic discordou também de que o governo atue para o fechamento de postos de empregos no PIM, notadamente pela redução dos incentivos fiscais aos refrigerantes, e sustentou a ideia de que existe, sim, um trabalho da União para a manutenção e o crescimento de empregos formais.

“Aqui sempre tem o mito de que o Mdic atrapalha o Amazonas em alguma coisa ou quer passar por cima da Suframa”, provocou o ministro. “Os dados mais recentes do Cadastro de Empregados e desempregados (Caged) têm demonstrado essa evolução como um todo, e o que concerne à ZFM, desde 2016 já acompanhava o ex-ministro da pasta, Marcos Pereira, nas reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS) para a análise de cada um dos projetos de investimento e mantenho até agora a mesma rotina de presença no Amazonas”, justificou.

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