Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
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Nenhum deputado do Amazonas está na lista da comissão especial de análise do impeachment

Até o fechamento desta matéria, nenhum parlamentar do Estado havia sido confirmado no colegiado que vai analisar o pedido; instalação da comissão foi adiada para esta terça-feira (8)



1.jpg Além da falta de quórum, Cunha disse que pesou o fato de partidos da oposição articularem a apresentação de uma chapa alternativa para disputar a composição da comissão especial
07/12/2015 às 18:47

A sessão da Câmara dos Deputados, marcada para a tarde desta segunda-feira (7), que iria instalar a Comissão Especial de 65 parlamentares, responsável pela análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi adiada para amanhã (8) às 14h. A decisão foi do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sob a alegação de falta de quórum.

Segundo ele, às 18h (horário de Brasília-16h em Manaus), havia apenas 185 deputados na Casa. Além da falta de quórum, Cunha disse que pesou o fato de partidos da oposição articularem a apresentação de uma chapa alternativa para disputar a composição da comissão especial.



“Essa articulação para as novas chapas evidencia divergências e dissidências dentro dos partidos. E esse adiamento de hoje para amanhã não tem o intuito protelatório, mas sim de garantir o caráter democrático da votação e evitar riscos de judicialização”, declarou o presidente da Câmara.

Guerra política

A verdade é que a guerra política contra e a favor do impeachment de Dilma Rousseff começou antes mesmo da instalação da Comissão Especial. Os principais líderes da oposição saíram da reunião, na sala da presidência da Câmara, denunciando possível manobra do governo na composição da lista dos 65 nomes.

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que o governo, por meio de seus líderes, “manobrou” para tentar assegurar maioria no colegiado. “Quem manobrou foi o próprio governo, quando tentou construir uma chapa hegemônica”, disse Mendonça Filho. “A chapa branca gerou insatisfação dentro de partidos da própria base do governo e eles procuraram uma chapa alternativa”, disse o líder do DEM, referindo-se à formação de uma lista alternativa de deputados para compor a comissão do impeachment.

Líder do PPS, o deputado Rubens Bueno (PR) disse que, se dependesse só da oposição, a chapa alternativa – que precisa ter, no mínimo, 33 parlamentares (metade mais um da comissão especial) – não teria viabilidade. “Tem dissidência nos médios e grandes partidos da base do governo. E se tem é porque o próprio governo tentou impor apoio, ao indicar nomes por meio de seus líderes para a comissão especial. Então, a base se rebelou e deu oportunidade de criar uma chapa alternativa, para que o Plenário da Câmara decida pelo voto. Não tem nada de novo”, observou Bueno.

Críticas ao adiamento

Os líderes do governo, José Guimarães (PT-CE); do PMDB, Leonardo Picciani (RJ); e do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), saíram da reunião reclamando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha que decidiu adiar para amanhã a definição da lista dos 65 integrantes da comissão especial do impeachment de Dilma.

José Guimarães disse que os partidos da base vão discutir possíveis medidas jurídicas e políticas para serem tomadas.

“Eles querem compor maioria sem ter maioria. Não aceitamos esse tipo de manobra”, afirmou o líder petista. O PT pode indicar até oito nomes. Já foram confirmados José Guimarães (CE) e Sibá Machado (PT-AC).

O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), também criticou o adiamento da sessão. “Nós começamos de forma ruim. O acordo era a definição de uma chapa única, mas parte da oposição voltou atrás. O ideal é que haja previsibilidade. O PMDB vai manter os nomes”, declarou Picciani.

Com direito a oito vagas, o maior partido da base aliada já indicou, até agora, o nome do próprio líder (Leonardo Picciani), Hildo Rocha(MA), João Arruda(PR), José Priante Júnior (PA) e Washington Reis (RJ).

Segundo Picciani, a possível lista paralela de integrantes a ser anunciada pela oposição pode inviabilizar a instalação da comissão especial sobre o impeachment. “Essa manobra tem consequências mais graves. Pode fazer com que a comissão não se instale. Pode ser que uma chapa seja eleita e, depois, indefinidamente, recuse as indicações da outra chapa.”

Amazonas sem nomes

Até agora, nenhum dos oito deputados federais do Amazonas compõe a lista dos 65 membros da Comissão Especial do impeachment da presidente Dilma. O Portal A Crítica ouviu os três membros da oposição (Arthur Bisneto-PSDB, Pauderney Avelino-DEM e Hissa Abrahão-PPS). “Não sou inquisidor nem quero aparecer”, justificou o tucano amazonense.

Presidente nacional do PR e aliado de primeira hora do Palácio do Planalto, o deputado Alfredo Nascimento disse que não vai participar da comissão, mas adiantou os nomes do partido que vão compô-la: Lúcio Vale (PA), Wellington Roberto(PB), João Bacelar (BA) e Aelton Freitas (MG).


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