Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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100% EVITÁVEL

No Amazonas, câncer de colo uterino é o que mais mata as mulheres

Médica da Fcecon, Mônica Bandeira fala da prevenção e do novo preventivo oferecido pelo barco PAI à mulheres do interior do Amazonas


08/04/2017 às 05:00

Diferente de outros Estados do Brasil, onde as mulheres morrem mais vítimas de câncer de mama, no Amazonas, o tipo mais frequente é o de colo de útero,  causado pelo HPV (human papiloma vírus). As lesões podem ser detectadas cedo e o câncer pode demorar mais de dez anos para se desenvolver, por isso é 100% evitável. Ainda assim, é o mais recorrente entre as amazonenses.

De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde, em 2015, 277 mulheres morreram de câncer de colo de útero. Em 2016, foram 250, sendo 175 apenas em Manaus, a maioria sem diagnóstico. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de que nos próximos meses 600 novos casos sejam confirmados.

Para Mônica Bandeira, médica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), há 25 anos, a falta de informação sobre a doença chega ser ainda maior entre as mulheres do interior do Estado.

"Está implícito que a maioria das mulheres do interior morre de câncer de colo uterino. Elas acham que é uma doença de mulher, algo quase que normal. Mas não é. O câncer de colo uterino pode ser evitado 100%, mas, infelizmente,  a grande maioria das mulheres não tem acesso a prevenção", comentou a ginecologista.

Para a especialista, o primeiro passo para a prevenção é o diálogo, falar abertamente sobre sexo em casa e na escola deve ser prioridade. Além da vacina contra o HPV indicada para os adolescentes, e o exame preventivo para mulheres que já iniciaram a vida sexual.

"Os pais tem que conversar com os filhos dentro de casa sobre a vida sexual. As escolas precisam melhorar a sua linguagem sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST), falar sobre esse tipo de assunto previne. As mulheres, que tem vida sexual, precisam fazer o preventivo uma vez por ano", comentou.  

A médica também falou sobre a citologia em meio líquido, um novo tipo de preventivo, que é oferecido pelo barco PAI, do Governo do Estado, à mulheres do interior desde o mês de março.

Na citologia em meio líquido a coleta é igual a do preventivo convencional, a  diferença está na tecnologia do exame. O papanicolau convencional não tem como separar sangue,  catarro e corrimento. A citologia, sim. É um método mais caro,  o governo  resolveu oferecer esse exame para as mulheres mais necessitadas, que moram nos lugares mais longínquos. É  um exame seguro, melhor  e de alta tecnologia. O câncer de colo uterino demora de dez a 15 anos para se instalar, é possível se prevenir!", completou.

O Ministério da Saúde oferece o papanicolau, exame que existe desde os anos 40, gratuitamente. Já o exame citologia em meio líquido, que existe há 20 anos, não é oferecido pela rede pública, apenas na particular.

Estimativas
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que sejam confirmados mais de 5 mil novos casos de câncer no Amazonas entre os próximos meses. Desses, 600 casos serão de colo uterino e 500 de mama, entre as mulheres. E 500 de próstata, entre os homens.

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