Domingo, 17 de Novembro de 2019
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No aniversário do fim da ditadura, muitas pessoas protestaram por nova intervenção militar no País

Cartazes com pedidos de uma nova intervenção militar foram vistos entre os 22 mil manifestantes que protestaram em Manaus neste domingo (15)



1.jpg O pedido foi um dos muitos feitos pelos participantes do ato
15/03/2015 às 20:08

Neste domingo (15), exatamente 30 anos após o fim da Ditadura no Brasil, o “Movimento Fora Dilma” se espalhou pelos quatro cantos do País. Em Manaus, cartazes e bandeiras com pedidos de uma nova intervenção militar eram vistos entre os 22 mil manifestantes de várias idades, que se concentraram na praça do Congresso e caminharam até o cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Pará, no bairro Nossa Sra. das Graças, Zona Centro-Sul.

Naquela segunda-feira de 15 de março, há três décadas, foram apurados os votos do Colégio Eleitoral, que se reuniu pela última vez no plenário da Câmara dos Deputados. Por 480 votos (72,4%) contra 180 (27,3%) dados a Paulo Maluf, do PDS, Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática (PMDB/ Frente Liberal), foi eleito presidente para um mandato de seis anos. A escolha de um civil para o cargo marcou o fim de 21 anos de governo militar.



“Só o impeachment não resolve, não tira a bandalheira que está no poder. Não tem ninguém que presta. O Congresso está aparelhado nas mãos do PT e do PMDB, o judiciário está aparelhado. A ditadura militar, para mim, nunca foi ruim. Eu nunca tive problemas, porque eu sou uma pessoa que procuro ser correta, sempre paguei meus impostos”, disse Eduardo Lins, 50, que foi acompanhado de amigos e dos três filhos de 12, 16 e 17 anos.

Entretanto, o empresário fez questão de ressaltar que não gostaria que os militares tomassem o poder total novamente, como ocorreu no Golpe de 1964. “Para mim, [a ditadura] não foi ruim. É ruim para quem não presta, para bandido, pilantra, para vagabundo. Mas eu não quero ditadura, quero uma intervenção militar para limpar a bandalheira que está lá em Brasília. Só isso”, completou.

‘Impeachment não’

O foco do protesto, desde o anúncio nas redes sociais, é o impeachment de Dilma Roussef. Porém, além de cartazes a favor da intervenção militar, alguns manifestantes também se mostraram contra a impugnação do mandato da presidente. “De jeito nenhum. É pior. Tem que ser uma coisa muito bem pensada. A minha posição, aqui, não é bem pelo impeachment. É dizer ‘não’ a este governo. Sou a favor da reforma política”, diz Francy Litaiff, 54.

Na opinião da procuradora de Justiça, o problema não está restrito ao Partido dos Trabalhadores. “Todos os escândalos envolvendo ‘mensaleiros’ têm integrantes do PMDB, PT, PP, PSOL... É esse povo que está no governo. A reforma é primordial, antes mesmo de um processo de impeachment. Só em último caso”, declarou, ao ressaltar o motivo de seu protesto. “O PT pregou a política da segregação: Norte contra Sul, classe média contra pobre. O País é um só”, completou.

Como Francy, o auditor federal Jorge Isper, 57, também vê a cassação de Dilma com cautela. Para ele, primeiro é necessário apurar as denúncias que envolvem o escândalo da Petrobras.

“Se houver comprovação da responsabilidade da presidente Dilma nos fatos que aconteceram, eu sou a favor do impeachment. Não tem problema nenhum. Você tem que acreditar na Constituição”, disse, ao ressaltar que não gosta de Michel Temer (PMDB). “Quem assume é o vice-presidente dela, que é um cara por quem eu não morro de amores, mas a instituição é sempre mais forte que o presidente. Então, se houver evidências claras, ela deve, sim, sofrer o impeachment”, declarou.


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