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Cotidiano
PROIBIDO E ARRISCADO

No Dia Nacional de combate à automedicação, especialistas alertam para riscos

Segundo a FVS, comercializar e comprar remédios sem prescrição médica é considerado um crime semelhante ao de tráfico de drogas 05/05/2017 às 05:00
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Jackson Alagoas, da FVS, lembra que vender remédios sem receita é crime que se assemelha ao tráfico de drogas.Foto: Divulgação
Isabelle Valois Manaus

Além de colaborar com a automedicação, comercializar e comprar remédios como antibióticos sem prescrição médica é considerado um crime semelhante ao de  tráfico de drogas. Assim explica o subgerente de produção da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Jackson Alagoas, quando avaliou que o problema é comum  em Manaus.

Para o Dia Nacional pelo Uso Racional de Medicamentos, celebrado nesta sexta-feira (05), Alagoas  reforça e orienta a população a denunciar essa prática ilegal e buscar os meios corretos de tratar qualquer mal-estar, em busca de orientações de especialistas. “A população precisa compreender o risco pelo qual passa ao comprar remédios, principalmente quando falamos de antibióticos, em qualquer esquina da cidade. Esses remédios muitas  vezes são misturas e podem levar o indivíduo a ter sérios problemas, e em alguns casos até a morte”, disse.

Outro problema que  Alagoas relaciona com a compra de remédio sem prescrição e o próprio automedicamento é o fato de colaborar com a dependência química. Em outros casos,  quando o remédio  combate uma bactéria, se o indivíduo fizer a automedicação com a substância de forma incorreta, poderá fortalecer a bactéria ou até mesmo mascarar uma doença. “O caso é sério, por isso que temos orientado a população a denunciar qualquer tipo de irregularidade, pois isso pode gerar problemas sérios à saúde pública”, reforçou.

Conforme a  a farmacêutica bioquímica Karla Nunes, o papel do farmacêutico nestes casos é alertar a população, pois qualquer indivíduo possui um organismo diferente e em alguns casos com sensibilidades e alergias nem sempre conhecidas. “A ingestão de medicamentos sem orientação é muito arriscada e, mesmo que o hábito da automedicação pareça inocente, pode ser fatal. As pessoas se automedicam por inúmeros motivos: dificuldade e custo de obter a opinião de um especialista, desespero desencadeado pelos sintomas da doença e informações errôneas obtidas com terceiros, na internet e outros meios de comunicação. O problema é o que essa automedicação possa a vir causar”, explicou.

Ranking
Dados de pesquisas nacionais mostram que analgésicos (para dor) e antipiréticos (combatem a febre) estão na primeira colocação dos medicamentos mais consumido sem prescrição médica. Depois  vem os relaxantes muscular, seguidos por antiespasmódicos, antiácidos, antidiarreicos e vitaminas.

Campanha nacional levada à ALE-AM
Neste Dia Nacional pelo Uso Racional de Medicamentos, o Conselho Federal de Farmácias (CFF), adere ao Desafio Global de  reduzir em 50% os danos graves e evitáveis associados a medicamentos, nos próximos 5 anos.

A campanha também visa envolver a população, razão pela qual serão divulgadas orientações sobre como evitar erros que resultem em danos graves, como utilizar o medicamento ou a dose errada no momento errado. Além de incentivar o uso correto e racional, a campanha ainda pretende estimular a participação da população na condução do seu tratamento. Em Manaus, a ação  acontece no Hall de acesso da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam-AM).

Canal de denúncia
Para denunciar a venda ilegal de medicamentos, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) orienta a população a ligar para Vigilância Sanitária da rede municipal de Saúde (Visa Manaus) por meio do 08000920123 e repassar os dados da denúncia ao atendente.

 

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