Quarta-feira, 05 de Maio de 2021
Ataques

No primeiro trimestre do ano, Amazonas já registra mais de 500 acidentes com animais peçonhentos

Os acidentes acontecem geralmente em comunidades próximas aos rios, sendo causados por serpentes das espécies surucucu, jararaca e coral, que são as mais comuns na região



cobra_D5748B92-C16D-48E8-BB22-61B8D6CB3F6F.jpg Foto: Divulgação
04/04/2021 às 21:47

Moradores de Autazes (distante a 113 quilômetros de Manaus) estão constantemente sofrendo acidentes com animais peçonhentos, por conta do período das cheias dos rios. Só no primeiro trimestre de 2021, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde registrou 561 casos. Desse total, 413 notificações envolviam serpentes. No ano passado, foram 3.052 casos registrados, sendo 2.174 com serpentes.

Segundo moradores da região, a cheia dos rios é o principal fator dos acidentes, no qual costumam acontecer nas comunidades próximas aos rios desde o ano passado. O residente da Comunidade dos Palmeiras, Leonardo Souza, informou que seu primo, Wagner Souza, foi vítima de uma serpente da região. “Ele estava caçando quando a cobra surucucu o picou. Passou dois dias no hospital, depois foi se tratar em casa, mas agora ele já está bem”, disse. 



De acordo com o diretor de Assistência da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HDV), o tratamento deve ocorrer de forma mais rápida possível, pois, com o passar do tempo à ação do veneno vai piorando. Sendo assim, é importante que as equipes médicas estejam atentas para identificar o tipo de acidente, para que o tratamento seja o mais específico e precoce possível. 

O médico veterinário da Gerência de Zoonoses da FVS-AM, Deugles Cardoso, informou que os casos com maior ocorrência, são causados por serpentes das espécies surucucu, jararaca e coral, que são as mais comuns na região.

“As principais serpentes da nossa região são a jararaca, a surucucu e a coral verdadeira. Porém, 97% dos acidentes são com jararacas; em torno de 2% com surucucu; e de 1% a 1,5% por coral verdadeiro. Portanto, a nossa preocupação é a avaliação adequada do paciente, para saber qual a cobra que o atacou”, destacou.

Cuidados

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), as serpentes tendem a procurar ambientes mais secos, como residências ou árvores próximas à área residencial, além de se esconder em calçados. Por isso, recomenda o uso da lanterna em ambientes fechados; não colocar as mãos e pés em tocas; e, para trabalhadores rurais, é indispensável o uso de botas.

Repórter de A Crítica

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