Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
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‘Nosso foco é capacitar novos empreendedores’, diz diretor superintendente do Sebrae-AM

Nelson Rocha diz que o órgão terá R$ 49 milhões para realizar as tarefas que desempenha de apoio às micro e pequenas empresas, com ênfase na formalização e capacitação



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Nelson Rocha trabalha no Sebrae há mais de 30 anos
16/01/2013 às 09:00

Com um orçamento de R$ 49 milhões para 2013, o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/AM), pretende capacitar este ano, mais de 20 mil empreendedores individuais que saíram da informalidade no ano passado. O balanço de 2012 foi considerado positivo. Entre as principais metas alcançadas pelo órgão no ano passado estavam a ampliação do número de empresas atendidas pelo sistema Sebrae que era de 12.866 que superou as expectativas atendendo mais 17 mil empresas, além de ampliar a quantidade de empresas atendidas pelo Sebrae com soluções especificas de inovação que superou a meta prevista de 500 e foi de 1.578 empresas atendidas num crescimento de 316%. Confira a entrevista na integra com o diretor superintendente do Sebrae/AM, Nelson Luís Gomes Vieira da Rocha.

Qual o balanço que o senhor faz do Sebrae em 2012?

O balanço foi positivo. Principalmente porque cumprimos no Amazonas todas as metas estabelecidas pelo Sebrae nacional entre as metas de atendimentos, formalização, de inserção das pequenas empresas nas contas públicas. O Sebrae foi além na busca do melhor atendimento. Por exemplo, entre as metas estabelecidas em 2012 superamos as expectativas no número de ampliação de empresas atendidas pelo sistema Sebrae. A meta era 12 mil e fechamos com mais de 17 mil. Também superamos a quantidade de empresas atendidas com soluções específicas de inovação dos 500 atendimentos previstos para 1.578 num aumento de 136%.

Quais as perspectivas e metas para 2013?

Quando fazemos os planejamentos fazemos para dois a três anos. Em relação as metas o que alteram são os números, mas existe uma meta voltada para 2013 que é importante. Até 2012 tínhamos como meta a formalização do empreendedor individual. Trazer para a formalidade o empreendedor individual, em 2013, já não é mais meta a formalização, mas o atendimento e a capacitação desses novos empreendedores. Tiramos da informalidade aquelas pessoas que não tinham direitos trabalhistas, não tinham férias, aposentadoria ou seja direito a nada. Registramos elas como empreendedor individual, só que agora o Sebrae precisa localizar esse cidadão e trazer ele pra dentro de uma sala de aula e falar de gestão, preparação para o setor público.

Então o Sebrae vai insistir em investir nesse segmento?

Porque insisto nesse segmento? Porque temos uma parceria com a Petrobrás, que coloca recursos no Sebrae para preparar pequenos empreendedores para serem seus fornecedores. Quando o empresário está preparado para atender a Petrobrás pode atender também outras demandas do setor privado, público municipal, estadual e federal. Porque quando o micro e pequeno empresário vislumbram a possibilidade de sair do varejo, é porque sentem que podem fazer algo mais do que pintar apenas uma sala ou um quarto para pintar, por exemplo, o prédio do Sebrae. Com isso ele pode crescer dessa condição de entrar nas licitações até R$ 80 mil. Assim começam as grandes empresas.

Quais os recursos disponíveis para o Sebrae em 2013?

Podemos considerar recursos da ordem de R$ 49 milhões. Funciona assim: o Sebrae temos disponíveis para o social R$ 40 milhões e os R$ 9 milhões restantes são oriundos de parcerias.


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