Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
VESTIBULAR

Nova base curricular vai alterar formato de provas de vestibular no AM

Mudanças devem começar a partir do ano que vem. Segundo especialista, escolas terão papel central na transição



unnamed_47DFC563-7603-4E47-9E0D-2EA8CFE52AC7.jpg Foto: Divulgação
26/12/2019 às 17:27

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que deverá estar totalmente implantada em 2020, muda profundamente a formação escolar no Brasil, com reflexos inclusive no Ensino Superior. Acompanhando as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), universidades como Federal do Amazonas (Ufam) e a do Estado do Amazonas (UEA) devem iniciar, já a partir do ano que vem, alterações nos conteúdos e nos formatos das provas para ingresso nos cursos de graduação.

A UEA fez questão de tranquilizar os vestibulandos de 2019. “A homologação da BNCC do Ensino Médio é muito recente, ainda não gerando mudanças nesta versão do vestibular. Entretanto, com certeza, para o que vem, não apenas o vestibular, como os outros processos de seleção para entrada nas universidades deverão ser reavaliados”, explica a pró-reitora de Graduação, Kelly Christiane de Souza.



A Ufam, por sua vez, também garante que em 2020 todos os seus processos seletivos já deverão vir diferentes. “A BNCC muda a concepção de educação brasileira. O ensino tradicional no Brasil deve “acabar” e as universidades vão acompanhar esse processo, que é um caminho sem volta”, explica David Lopes Neto, pró-reitor de Ensino e Graduação.

Na prática, o que muda nas provas e como os alunos devem se preparar para essa nova realidade? Quem tem experiência em preparação para esse tipo de exame recomenda, principalmente, que as famílias busquem escolas que já estejam alinhadas com a BNCC. “Antes quem dava as cartas eram as Instituições de Ensino Superior, elas que definiam os conteúdos exigidos nas provas de seleção. Agora, quem estipula os conteúdos é o MEC, através da BNCC, ou seja, as escolas vão ter maior peso nesse processo, o jogo mudou”, explica Marcondes Santos, coordenador da Pró Vest Vestibulares.

O Colégio Connexus, em Manaus, por exemplo, já implantou a nova Base nos Ensino Fudamental I e II e no próximo ano iniciará a aplicação no Ensino Médio, para o qual se prepara há mais de dois anos. “A educação no Brasil passa de um modelo centrado na transmissão de conteúdos para um modelo em que objetos de conhecimento são meios para o desenvolvimento de habilidades e competências do estudante, como um ser integral e protagonista do processo. Trata-se por tanto de um novo paradigma para a Educação Básica, mais condizente com o que se espera para a formação de crianças e jovens com as competências necessárias para os desafios do século 21”, explica Fabiano Souza, Diretor.

Desde que se iniciaram as discussões sobre a BNCC, o Connexus faz o acompanhamento da elaboração e estudo desse documento. “Em 2019, adotamos a plataforma de ensino digital Geekie One, com conteúdos alinhados à proposta da BNCC. Também em 2019, adotamos o LIV - Laboratório Inteligência de Vida, programa de desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Destacamos também nosso processo de formação continuada para a equipe pedagógica, com destaque para os encontros com o consultor Paulo Rotta, um dos maiores especialistas do Brasil nesse assunto”.

Universidades correm contra o tempo

As Instituições de Ensino Superior também já iniciaram as revisões e atualizações de seus projetos pedagógicos em função do que preconiza o MEC. “Cerca de 85% dos nossos cursos já entregaram esse trabalho. A Ufam está muito empenhada em modernizar não só suas grades, mas também em atualizar seu corpo docente. Quem faz as provas dos vestibulares são os nossos professores e eles precisam estar em sintonia com o que há de mais atual”, explica o Pró-reitor de Graduação da Federal.

A UEA está atenta às mudanças e já começa a discuti-las internamente. A Pró-reitora de Graduação explica que os componentes curriculares das provas de seleção serão centrados em Português, Matemática e Língua Inglesa e que para atender a BNCC ainda haverá provas específicas considerando a ênfase escolhida pelo estudante no Ensino Médio, os chamados Itinerários Formativos. Sobre essas provas específicas, ainda não há muitos detalhes.

A Ufam adianta que deverá vir com provas mais analíticas, reflexivas e críticas. “As questões exigirão muito mais raciocínio, farão a meninada pensar. O conteudismo está com os dias contados, é um caminho sem volta, assim como a tecnologia. Ainda não podemos falar em prazo, mas é certo que nossas provas (PSC, SISU, etc) passarão a ser digitais, em médio prazo”, conclui David Neto.

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