Domingo, 21 de Julho de 2019
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Nova ciclovia do Boulevard à Ponta Negra

Esse é o trajeto da primeira obra de mobilidade voltada para os ciclistas da atual gestão, que prometeu 80km em quatro anos



1.jpg A ciclovia vai passar pelas avenidas Coronel Teixeira, Álvaro Maia e Brasil, onde o uso será compartilhado com pedestres
04/07/2013 às 22:17

Os primeiros 14,6 quilômetros de ciclovia dos 80 prometidos pela atual administração municipal começarão a ser construídos ainda este sementre. Pelo menos 20 quilômetros precisam estar prontos até dezembro para cumprir a determinação do prefeito Artur Neto para seu secretariado. A ciclovia que recebeu o nome de Boulevard-Ponta Negra começa no encontro das avenidas Duque de Caxias e Álvaro Botelho Maia, na Zona Centro-Sul, e passa por vias como a avenida Brasil e Coronel Teixeira até chegar à Marina do Davi, na Ponta Negra, Zona Oeste.

O projeto elaborado pelo Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) foi concluído e enviado à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para licitação.

As imagens do projeto que mostram como a avenida ficará depois da intervenção revelam o espaço para bicicleta separado do fluxo de carros, em canteiros centrais e calçadas. Segundo o diretor-presidente do Implurb, Roberto Moita, a obra é complexa e haverá trechos em que o uso por ciclistas e pedestres será compartilhado e outros que serão exclusivos para bicicleta. Ele explicou que o uso compartilhado será necessário em locais que não permitem a ampliação da via, como na avenida Brasil. Em outros pontos, como no Boulevard Álvaro Maia e na avenida Coronel Teixeira, haverá o espaço para a ciclovia independente da calçada para o pedestre, que não sofrerá intervenção. “Ciclovia se faz onde a cidade permite. Temos que fazer onde é possível. Se não fizer, tudo fica parado e Manaus não terá ciclovia. Precisamos começar”, disse.

Apesar do anúncio da construção da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, ainda não está definido onde serão construídos os 5,4 quilômetros que restam para completar os 20 previstos para este ano.

Questionado sobre o motivo de a “nova” Djalma Batista, que terá um custo de R$ 15 milhões, não contemplar ciclovia, Moita respondeu que a avenida não tem largura suficiente para as bicicletas. Outro ponto que, segundo ele, pesa contra a ciclovia na avenida Djalma Batista é a velocidade média de R$ 60 km/h na via, que representa um perigo para a circulação de bicicleta.

“A questão foi amplamente estudada para ver como poderíamos abrigar os ciclistas na avenida no projeto de requalificação, mas a via está saturada. Manaus tem deficiência de rua. Lá, a plataforma é insuficiente e não permite ciclovia. A Djalma Batista é uma via arterial de grande porte. Recebe milhares e veículos, com fluxo intenso e velocidade média de 60km/h e não tem como fazer uma plataforma segregada. Não temos largura para isso. Como o número de pedestres é maior na Djalma Batista, eles foram priorizados”, disse.

Ciclovia

É um corredor exclusivo para bicicleta separado fisicamente do tráfego de outros veículos. A ciclovia é considerada a via mais segura para o ciclista porque possui um isolamento que impede o contato com os demais veículos. A separação ocorre por meio de grade, meio fio, muretas, blocos de concreto, entre outros. A ciclovia é mais comum em avenidas e vias expressas.

Ciclofaixa

É um espaço demarcado apenas uma faixa (sinalização horizontal) pintada no chão. Algumas têm os chamados “olhos de gato” que refletem a luz de faróis. A ciclofaixa é indicada para locais com trânsito calmo e em via mais estreitas.

Sem prazos

Questionada sobre os valores e prazos de início e término da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, a Seminf informou que o projeto está em fase de análise e por isso ainda não há informações mais detalhadas.  De acordo com a secretaria, a previsão é que os dados sejam estimados até o fim da semana que vem.

Estudo Implurb

Diretor-presidente do Implurb, Roberto Moita, afirma que o projeto é fruto de um estudo do órgão. "É o  primeiro produto concreto dos estudos de viabilidade cicloviária que estamos fazendo para ampliar a oferta de vias para bicicletas na cidade.  Já foi dado o seguimento ao projeto para ser inserido nos planos de obras na Seminf e para licitação. É preciso implantar  as coisas com planejamento adequado. Estamos priorizando intervenções que  melhorem a mobilidade na cidade. O Implurb tem muitas obrigações e simultaneamente realiza varias ações como, por exemplo, em paralelo temos ações no Centro  e agora na avenida Djalma Batista. Isso faz com que  os projetos sejam feitos  por parte. As equipes do Implurb são pequenas e a prefeitura não tem uma grande estrutura para fazer tanta coisa ao mesmo tempo. As conversas que tivemos com os grupos de ciclistas foram fundamentais para entender onde estão às demandas de ciclistas e sentir um poucos as expectativas delas”.



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