Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
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Nova Djalma Batista divide opiniões

Projeto da prefeitura de construir uma nova Djalma Batista agradou alguns deles e deixou outros bastante preocupados



1.jpg Para os lojistas que tem cinco metros de calçada o Implurb está oferecendo duas opções para melhorar o tráfego de pedestres
31/07/2013 às 08:04

A Prefeitura de Manaus, por meio do Implurb, começou a notificar os lojistas – aproximadamente 125 deles – da avenida Djlama Batista acerca das alterações que eles terão que fazer para se adequar ao projeto que visa dar a essa avenida maior comodidade para quem compra e vende, bem como àqueles que nela transitam.

Para lojistas que têm cinco metros de calçada, a prefeitura está dando duas opções, como explica o dono da Todo Sport, Demétrio Lopes: “Caso eu quisesse ter estacionamento para carros, necessitaria recuar mais três metros a loja ou então permaneceria com a mesma metragem e transformaria os dois metros restantes em estacionamento para motocicletas. Acabei escolhendo essa última, pois se recuasse minha loja diminuiria de tamanho”, explica o empresário.

Lopes é um dos que vêem com bons olhos o projeto que a prefeitura executará na Djalma Batista. Mas há quem não tenha a mesma visão. É o caso do empresário Jorge Fábio, dono da Chave de Ouro. Embora não tenha ainda sido informado das modificações que irá precisar fazer na fachada, ele acredita que não irá trazer vantagens. “Tenho cinco metros e meio de calçada, justamente para meus clientes poderem estacionar, com o calçadão isso ficará inviável e irá prejudicar o comércio, porque se eles não puderem estacionar vão acabar indo para o shopping”, lamenta.

Vitrines
Apesar de também ainda não ter sido notificada, a proprietária do salão de beleza, Vitória Fernandes, acredita que a novidade deve beneficiar tanto o comércio quanto os consumidores que poderão transitar livremente pelas calçadas e observar as vitrines.

“Entretanto como não temos a cultura de deixar o nosso carro num estacionamento e ir andando até o nosso destino, acredito que muitos sentirão essa dificuldade no início”, aponta a empresária. Ela espera que o projeto torne a Djalma Batista em uma Rua Ben Yehuda, localizada na cidade de Jerusalém, que funciona até altas horas da noite e movimenta a economia local pela quantidade de restaurante, cafés, pizzarias, lojas de roupas e sapatos de grife.

Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra Filho, a insegurança de alguns empresários deve ser sanada quando a avenida estiver concluída. “Vários cidades do Mundo que passaram por algum processo de revitalização hoje colhem os frutos, por conta da valorização dos espaços e com isso aumento nas vendas”, assegura.

Roberto Moita diretor-presidente do Implurb

‘Atualmente estamos fazendo convites individualizado aos empresários para a apresentação do projeto e a assinatura do termo de “comparecimento”. Alguns proprietários com quem já conversamos não entendem muito bem o projeto e alegam que terão dificuldade, principalmente quanto ao estacionamento. Enquanto outros já estão bastante entusiasmados porque sabem que essas modificações vão se tornar um atrativo ao consumidor freqüentar aquela região. E como a nossa prioridade é o planejamento urbano da cidade e a melhoria de calçadas, escolhemos uma das avenidas mais movimentadas da cidade para realizar essas mudanças que deverão ser concluídas até a Copa de 2014”.

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