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Cotidiano
SAÚDE FEMININA

Nova opção de contraceptivo permite mulher escolher quando quer menstruar

O método vai permitir que a mulher emende as cartelas do medicamento e fique sem menstruar, de forma segura, por até 120 dias, e escolha apenas quatro dias para uma pausa quando lhe for conveniente 26/11/2017 às 15:55
Show yaz
Método acompanha aplicativo que vai auxiliar a mulher nessa tarefa (Foto: Márcio Silva)
Mayrlla Motta SÃO PAULO (SP)

A mulher do século 21, cada dia que passa, tem conquistado mais espaço frente à sociedade. Agora, além de poder escolher qual roupa usar, a profissão a seguir, entre outros direitos, ela pode decidir também quando quer menstruar. É o que garante uma  nova opção de contraceptivo flexível que chega ao mercado, o Yaz Flex, da Bayer. 

O método vai permitir que a mulher emende as cartelas do medicamento e fique sem menstruar, de forma segura, por até 120 dias, e escolha apenas quatro dias para uma pausa quando lhe for conveniente. Para ajudar nessa tarefa, a empresa farmacêutica  desenvolveu o aplicativo homônimo disponível na App Store e Google Play. O medicamento deve entrar em breve no mercado  no valor de R$70 (caixa com 30 pílulas). 

Uma pesquisa da Datafolha, realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com a Bayer, feita com duas mil mulheres de oito capitais do Brasil, apontou que 55% das entrevistadas não gostam de menstruar. Os motivos? Incomodo ou desconforto (52%), cólicas (46%), irritação (20%) e por atrapalhar a rotina (4%). Do outro lado, 45% das mulheres gostam, principalmente por se sentirem mais saudáveis (39%) e por indicarem que não estão grávidas (24%). 

O presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) César Fernandiz diz que a maioria das mulheres busca segurança nos anticoncepcionais. “As nossas pílulas atuais, inclusive a Yaz Flex, são seguras?  Sim, elas são seguras [...]. O ideal dessas pílulas é que elas não tragam agravos ao peso da mulher, pois elas têm pavor disso”, afirmou.    

De acordo com o médico ginecologista José Bento, desde que a primeira pílula anticoncepcional foi aprovada pelo FDA há 60 anos, a mulher toma o medicamento durante 21 dias e faz uma pausa de 7.

Segundo o médico,  mulheres que tomam pílulas têm menos infecções genitais, menos chances de cistos ovarianos, endometriose e mioma no útero. “A mulher não foi feita para menstruar. Pela natureza, ela foi feita para engravidar. Hoje, as mulheres têm se dado conta que elas não precisam menstruar, mas acontece que elas foram ensinadas que isso é bom”, disse José Bento.

Empoderamento 

Para a psicanalista Regina Navarro, a evolução da mulher na sociedade dá à  ela  esse direito de estar no controle. A cantora Karol Conká conta que “odeia menstruar” e para ela poder  decidir seria ideal, principalmente por conta da rotina. 

“Eu não gosto daquela sensação de estar sentada e vem a ‘bendita’. É horrível menstruar. Lembro de um dia fazer um show e de repente vir a menstruação, sendo que eu estava esperando  vir dois dias depois. Foi horrível. Tive que usar outro look e tudo mais”, disse.  

A atriz e apresentadora Fernanda Souza também não gosta de menstruar. “Eu tenho histórias tristes com menstruação. Triste no sentido de incomodar. Essa palavra ‘incomodar’ é muito real. Eu comecei a utilizar o anticoncepcional quando ainda era virgem por causa das minhas cólicas. Elas eram tantas que eu não conseguia gravar... ia ao banheiro da escola e me contorcia de dor e não conseguia pedir ajuda [...] Portanto, ter o controle de não menstruar e ser uma pessoa saudável é algo muito importante para nós mulheres”, contou a atriz. 

 * A repórter viajou a convite da Bayer.

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