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Cotidiano
CÂNCER

Novas drogas são lançadas contra dois tipos de câncer em estágio avançado

Dois medicamentos chegam ao mercado para combater a doença em estágio avançado na próstata e no fígado 06/05/2017 às 14:14
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(Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação)
Lídia Ferreira Manaus (AM)

Dois novos medicamentos foram aprovados para serem comercializados no combate a dois tipos de cânceres em estágio avançado. Um deles foi lançado no Brasil esta semana, é o Xofigo® (radio 223), utilizado para o tratamento de pacientes com câncer de próstata resistente à castração (CPRC) com metástases ósseas. O outro é o Stivarga (regorafenibe), que ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) para ser usado no País no tratamento contra o câncer de fígado.

Considerada pela Organização Mundial de Saúde como quinta principal causa de morte por câncer em homens, o câncer de próstata resistente à castração é um tipo de câncer que se espalha pelo corpo mesmo com a eliminação dos hormônios masculinos que alimentam o crescimento das células cancerígenas. Por este motivo, os médicos o descrevem como “resistente à castração”.

Aproximadamente 90% dos pacientes com esse tipo de câncer apresentam indícios de metástase óssea e, nessa fase, há perda da qualidade de vida do paciente que sofre com dores na estrutura óssea. “O estudo envolveu 921 pacientes em mais de 100 centros em 19 países, e demonstrou que Xofigo® é excepcionalmente bem tolerado na maioria dos casos. Além disso, provocou diminuição de eventos relacionados ao esqueleto e diminuiu as dores sentidas”, explica Mark Rutstein, vice-presidente de Desenvolvimento Clínico Global de Oncologia da Bayer. Os medicamentos foram apresentados no “Workshop de Oncologia Latino-Americano”, realizado para médicos e jornalistas latino-americanos esta semana, em São Paulo (SP).

A outra droga, o Stivarga, que desde o ano passado é utilizada no tratamento do câncer colo-retal e tumores do estroma gastrointestinal no País, também é apontado como eficaz no combate às células cancerígenas no fígado no estágio chamado linha 2. “Quando o paciente já iniciou o tratamento e não teve uma boa resposta, aí sim ele vai para essa opção, conforme a prescrição médica. Ele é para casos mais avançados da doença. As respostas das pesquisas foram muito positivas, por isso outros países já aprovaram”, explica Clara Augusta, gerente da médica da área de oncologia da Bayer.

A marca realizou um “Workshop de Oncologia”, quando divulgou suas novas pesquisas na área. O medicamento já é aprovado no Brasil para outros tratamentos. A média de preço dele é de R$15 mil, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

Até 12 meses para aprovação

Está prevista para o primeiro semestre de 2018 a aprovação do tratamento do Stivarga para o combate do câncer de fígado, destaca Clara Augusta. Ela explica que o processo de aprovação demora até 12 meses, conforme a nova legislação brasileira.

Já disponível para outros tratamentos desde de julho de 2016, o Stivarga só está acessível para alguns planos de saúde que reembolsam os pacientes com indicação para uso da droga. Pela lei brasileira, pacientes com câncer têm direito a medicação bancada pelo SUS ou obrigatoriamente pelos planos de saúde. “Somente o distribuidor pode vendê-los com a prescrição médica, na dosagem exigida para o tratamento”, explica Débora Soares, gerente de Negócios da Bayer. O primeiro paciente brasileiro começou a usar o Stivarga para combater o câncer do reto em janeiro de 2017, de acordo coma diretora médica da Bayer Brasil, Sandra B. Abrahão. “Ainda está muito recente para ver os resultados, é um processo. Mas já há evolução”, diz.

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