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Cotidiano
Novos casos

Novas infecções por HIV em adultos voltam a aumentar em algumas regiões do mundo

O registro de novos casos havia reduzido em 40% desde o pico da epidemia de Aids em 1997. Entretanto, nos últimos cinco anos, os números voltaram a subir em algumas regiões do planeta 12/07/2016 às 18:05 - Atualizado em 12/07/2016 às 18:07
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A estimativa é que 1,9 milhão de adultos foram infectados pelo HIV anualmente ao longo dos últimos cinco anos (Foto: Agência Brasil)
Paula Laboissière - Agência Brasil Brasília (DF)

Novos casos de infecção por HIV em adultos e crianças haviam sido reduzidos em 40% no mundo desde o pico da epidemia de Aids em 1997. Relatório divulgado hoje (12) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids revela, entretanto, que, nos últimos cinco anos, os números entre adultos se estagnaram e, em algumas regiões do planeta, voltaram a subir.

O documento mostra que, enquanto progressos significativos têm sido alcançados para prevenir novas infecções entre crianças (os casos caíram 70% desde 2001 e permanecem em declínio), o cenário entre adultos é alvo de preocupação por parte das Nações Unidas. A estimativa é que 1,9 milhão de adultos foram infectados pelo HIV anualmente ao longo dos últimos cinco anos.

De acordo com o relatório, entre 2010 e 2015 a Europa Oriental e a Ásia Central verificaram aumento de 57% em novas infecções pelo vírus em adultos. O Caribe, após anos de redução no número de casos, identificou aumento de 9%, enquanto no Oriente Médio e Norte da África o aumento chegou a 4% no mesmo período. Na América Latina, os números subiram 2%.

Alarme

Já na porção central e ocidental da Europa, na América do Norte e na África Central e Ocidental, novas infecções por HIV diminuíram ligeiramente desde 2010. Na África Oriental e Austral, os casos entre adultos caíram 4% e, na Ásia e no Pacífico, 3%. “Não houve redução significativa de novas infecções entre adultos em nenhuma outra parte do mundo”, destacou o Unaids.

“Estamos soando o alarme”, avaliou o diretor executivo da entidade, Michel Sidibé. “O poder da prevenção não está sendo levado em consideração. Se há um ressurgimento de novas infecções por HIV agora, a epidemia se tornará impossível de ser controlada. O mundo precisa agir de forma urgente e imediata para fechar lacunas na prevenção”, acrescentou.

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