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Novo líder do DEM, Pauderney diz que lutará contra criação dos impostos e pelo impeachment

Na nova função, o democrata prometeu exercer papel essencial no processo legislativo, norteando discussões, votações de propostas que ajudarão o Amazonas. Em sua pauta prioritária, a Zona Franca continua sendo destaque 04/02/2016 às 16:31
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Pauderney adiantou que a bancada do DEM pressionará pela instalação da comissão processante contra Dilma Rousseff
Antônio Paulo Brasília (DF)

Sem gravatas vermelhas e com a “faca no dente”, expressão cunhada para demonstrar o furor oposicionista do partido, a bancada parlamentar do Democratas (DEM) escolheu ontem (3), por aclamação, o deputado federal do Amazonas, Pauderney Avelino, como seu novo líder em 2016.

Após conseguir a retirada das candidaturas de Cláudio Cajado (BA) e Efraim Filho (PB), o deputado amazonense recebeu o apoio dos “caciques” do partido, como do líder que sai, Mendonça Filho (PE), do ex-presidente Rodrigo Maia (RJ) e do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto. Nos últimos anos, o DEM tem adotado eleição direta e secreta para a escolha de seus líderes.

Na presença do presidente nacional da legenda, senador José Agripino Maia (RN), do líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA), e do líder do PPS, Rubens Bueno (PR) Pauderney Avelino demarcou os rumos de sua liderança frente à bancada de 21 deputados federais do DEM ao reafirmar sua postura contrária à criação de novos impostos, especialmente a CPMF, e a esperança avanços no processo de instalação, na Câmara dos Deputados, da comissão que vai analisar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. “Já em março devemos dar início à instalação da comissão processante para que o Brasil possa voltar aos eixos sem o PT no governo”, afirmou.

“Nós não vamos votar aumento de imposto, nem vamos permitir a aprovação da CPMF, pois, esta manobra, o imposto do cheque, servirá para cobrir os rombos deixados pela falta de competência do governo petista e pela corrupção”, declarou Avelino.

O novo líder democrata disse ser a favor de uma reforma tributária, que deverá entrar nas grandes pautas do Congresso Nacional este ano. Pauderney anunciou que será criada uma consultoria jurídica para auxiliar o partido quando for preciso recorrer à Justiça para questionar ações do governo.

Defesa da ZFM

Na função de líder, Pauderney prometeu exercer papel essencial no processo legislativo, norteando discussões, votações de propostas que ajudarão ainda mais o Amazonas nesta posição. Em sua pauta prioritária, a Zona Franca continua sendo ponto de destaque.

“Em toda proposta de reforma tributária do governo, por exemplo, vem embutido algum prejuízo para o Amazonas e eu estarei atento”. Ainda quanto aos trabalhos em prol do Estado, o parlamentar pretende atuar bastante para destravar os Processos Produtivos Básicos (PPBs), junto com a bancada amazonense, em Brasília, em busca de maior competitividade à Zona Franca de Manaus.

Reforma da Previdência

Sobre a reforma da Previdência, Pauderney Avelino disse que o DEM e os demais partidos de oposição não vão discutir qualquer proposta sem que o PT, o PCdoB e outros partidos da base aliada estejam alinhados. Os oposicionistas suspeitam que essa seja uma estratégia governista para “jogar” para a opinião pública.

Lideranças no cenário nacional

Com a escolha de Pauderney Avelino para liderar a bancada do DEM, na Câmara dos Deputados, o Estado do Amazonas emplaca mais uma liderança no cenário nacional.

Já assumiram postos relevantes no Congresso o atual prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (que liderou o PSDB e o governo na Câmara, no Senado e foi ministro de FHC); Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes por sete anos no governo Lula e atual presidente do PR; Eduardo Braga (PMDB), que foi líder do Governo Dilma no Senado e hoje ocupa o Ministério de Minas e Energia; Vanessa Grazziotin foi membro da mesa diretora do Senado e líder do PCdoB nas duas Casas legislativas; Omar Aziz, atual líder da bancada do Amazonas no Congresso, também lidera o PSD e o bloco parlamentar Democracia Progressista no Senado, formado também pelo PP.

O deputado Átila Lins (PSD) já exerceu a Corregedoria da Câmara e ocupa hoje a Secretaria de Relações Internacionais da Casa. Na estreia dos mandatos, em 2015, os “novatos” Conceição Sampaio (PP), Arthur Bisneto (PSDB), Hissa Abrahão (PPS) e Marcos Rotta (PMDB) foram escolhidos vice-líderes dos seus partidos. Ainda estão indefinidas as indicações desses cargos na legislatura de 2016.

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