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Novo método para detectar doença de Alzheimer é testado com êxito no Japão

Utilizando tecnologia para detectar no sangue a acumulação de proteínas beta-amiloide, uma das prováveis causas do Alzheimer, cientistas analisaram sangue em mais de 60 pessoas com idade avançada 11/11/2014 às 14:45
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Sem cura, Alzheimer é a demência ou perda de funções cognitivas causadas pela morte de células cerebrais
Agência Lusa Tóquio

Cientistas japoneses confirmaram a eficácia de um novo método capaz de detectar a doença de Alzheimer na fase inicial, sem a necessidade de recorrer aos atuais procedimentos dolorosos. O projeto foi desenvolvido por peritos do Centro Japonês de Geriátricos e Gerontologia e uma equipe de cientistas da empresa japonesa Shimadzu.

O resultado da pesquisa, que foi liderada pelo Prêmio Nobel de Química em 2002, Koichi Tanaka, foi divulgado pela estação pública nipônica HNK nesta terça (11). Utilizando a tecnologia que a equipe de Tanaka desenvolveu em 2013 para detectar no sangue a acumulação de proteínas beta-amiloide, uma das prováveis causas do Alzheimer, as equipes fizeram análises de sangue em mais de 60 pessoas com idade avançada.

Os investigadores comprovaram os estudos que indicam que os doentes acumulam essa proteína no cérebro mais de dez anos antes de desenvolver os sintomas. Eles observaram que aqueles que apresentam a substância também experimentaram um aumento na quantidade do peptídeo APP669-711 no sangue.

O uso prático do teste permitiria detectar o Alzheimer durante controle médico rotineiro, antes que a doença se desenvolva e sem a necessidade de recorrer aos testes atuais de Tomografia por Emissão de Positrons (PET) e coleta do líquido cefalorraquidiano, dois procedimentos complexos e dolorosos.

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