Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
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Novo microempresário em Manaus alavanca vendas através de Internet e novas tecnologias

À procura de renda extra, amigos de diferentes áreas profissionais se “jogam” no mundo empresarial e utilizam, de maneira inteligente, ferramentas como Instagram e Whatsapp para melhorar as vendas



1.jpg Depois de abrir a própria empresa, a dupla Andrea e Rebeca alavancaram o negócio com as redes sociais
29/11/2013 às 17:47

Incrementar o rendimento familiar, ocupar o tempo ocioso ou mesmo fazer um “bico” num momento de desemprego foram motivações que juntaram profissionais de diferentes áreas a amigos e família para começar um pequeno negócio em Manaus. Sem medo de investir, empreendedores de primeira viagem utilizam novas tecnologias como estratégia de venda e ganham a clientela através de lojas virtuais*.

Foi assim que as psicólogas Rebeca Oliveira, 26, e Andréa Barbosa, 30, pensaram em janeiro de 2013 a “Doce com Amor Ateliê”, uma loja de comidas caseiras que atende por encomenda e divulga na Internet seus produtos. “Estávamos desempregadas e sem dinheiro. Começamos com brigadeiro pra testar. Na primeira vendemos 20, depois 40. Aí já despertou e resolvemos investir”, explicou Rebeca.



As duas sempre recebiam elogios pelos bolos e salgados que faziam para as festas da faculdade e eram incentivadas a abrir uma venda. “As pessoas perguntavam ‘por que você não começa a vender?’. Eu respondia ‘ah, um dia...  quando tiver dinheiro’”, lembra Andréa. E foi a falta de dinheiro que impulsionou a parceria entre as duas. Com apenas R$ 67 elas compraram o material do primeiro brigadeiro e logo perceberam o lucro.

“Ao mesmo tempo criei o Instagram para fazer propaganda. E não parou mais”, diz Rebeca. Segundo ela, as vendas são feitas 90% pelo Instagram, que já alcança 1,5 mil seguidores. Os clientes vêem as fotos dos produtos, entram em contato via celular Whatsapp e recebem os pedidos em casa. Hoje, Andrea tem um emprego de seis horas diárias como psicóloga, mas quer continuar o negócio. "A média de lucro por mês é R$ 3 mil, e investimos R$ 500 por baixo”, ressalta.

Novo aroma

A analista de qualidade, Jeisa Dayana, 32, também viu nas mídias sociais uma oportunidade de melhorar o desempenho da empresa que começou há quatro anos. Ela começou a produção de cosméticos artesanais como hobby e terapia após a rotina de oito horas de trabalho. “Após o expediete, venho para o ateliê e trabalho à noite”, explica. Ela montou uma loja virtual, a “Quintanda do Aroma”, e vende sabonetes e hidratantes pelo Instagram e pelo Whatsapp.

“Já fiz biscuit, costura, mas quis fazer algo diferente. Os sabonetes me chamaram a atenção. Anotei a receita de como fazer e um dia, no Centro, me deparei com uma loja que vendia os materiais”, conta. No início, amigos e familiares eram presenteados com os produtos. Hoje, a mãe, a cunhada, o marido e até a sogra se tornaram funcionários da nova empresária. “Um trabalho em família”, relata.

Segundo Jeisa, 90% das essências, extratos e óleos usados na produção vem de fora. Ela viaja sempre à São Paulo à procura de novidades. Como a loja dela é virtual, a empresária aproveita bazares e reuniões de amigas para oferecer “ao vivo” os produtos vendidos na rede. “No primeiro bazar fiquei encantada e vi que podia dar continuidade”, diz. Hoje, ela não consegue ver seu negócio sem o uso das tecnologias como o Instagram. “É interessante como a Internet ajuda”, ressalta.

Sob medida

Valmira Pereira, 48, também aproveita as novas mídias para alavancar a empresa que abriu com a mãe e irmãs. Com a ajuda das sobrinhas, o grupo de mulheres costureiras criou em 2011 a marca “Dog Luluzinha” na Internet e aumentou as vendas de roupas para cachorros feitas à mão, como bermudas, saias, blusas, coletes e onés. Elas vendem os produtos por encomenda na rede e para petshops em Manaus e em Boa Vista (RR).


“Minha irmã foi a um petshop comprar roupinhas para os cachorros dela. Viu as peças e perguntou se nossa mãe conseguia fazer igual. E ficou até melhor! No mesmo dia minha irmã saiu para vender as roupinhas”, explicou Valmira. Desde sempre costurando roupas, a matriarca da família, Hortensia, repassou a habilidade para as filhas e, hoje, as peças para humanos dividem espaço na alfaiataria com as roupas dos pets.

No Instagram, a “Dog Luluzinha” também está presente. “A gente posta as fotos das roupas, o pessoal gosta e entra em contato pelo Whatsapp. Como não temos loja física, procuramos chegar ao cliente assim”, afirma Valmira. Ela também frequenta bazares e brechós de Manaus para ganhar novos clientes. “Nesses eventos vemos a demanda e o quanto a gente pode avançar (o negócio)”, diz Valmira.

Brechó

E foi essa mesma intenção que moveu a microempresária Thais Pires, dona da loja virtual de roupa feminina “Enchanté”, a organizar um espaço físico para congregar pessoas que vendem produtos na Internet. Thais, Valmira, Jaise, Rebeca e Andrea, com outros 30 lojistas “virtuais”, estarão neste sábado (30) no It Brechó e Bazar, no Adrianópolis Apart Hotel. “Nosso objetivo é oferecer ao público, em um ambiente físico, produtos que já estão à venda na Internet e que agora serão expostos ao vivo e a cores”, convida Thais.

Serviço

O que: ‘It Brechó e Bazar’

Quando: sábado (30), das 10h às 22h

Onde: Adrianópolis Apart Hotel, rua Salvador, 195, bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul da cidade, em frente ao Golden Gol

Contato: (92) 91213363 (Thais)


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