Sábado, 20 de Julho de 2019
MEIO AMBIENTE

Novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles defende parcerias e país sustentável

Salles foi condenado em dezembro pela Justiça de SP por fraude na elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Rio Tietê quando secretário de Alckmin



vac_abr_1012188642_4619CE02-1FE6-424D-8EA2-DDA4685E3C87.jpg Foto: Agência Brasil
03/01/2019 às 11:05

O advogado Ricardo Salles recebeu na tarde de ontem (2) o cargo de ministro do Meio Ambiente em Brasília, na sede do MMA. Durante cerimônia, ele defendeu parcerias em prol do meio ambiente. Salles é condenado pela Justiça de São Paulo por fraude na elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental do Rio Tietê, quando foi secretário de Estado de Meio Ambiente, entre 2016 e 2017, na gestão Alckmin.

“Estamos aqui para construir algo pelo Brasil, imbuídos de um espírito comum, em prol do povo brasileiro”, disse Salles. “Parceira. Acho que é uma grande palavra que nós temos aqui. Uma parceria entre todos os diversos segmentos que querem um meio ambiente saudável e um país sustentável, que se desenvolva economicamente. Não há desenvolvimento na área ambiental sem que haja, também, sustentação econômica”.

Nas eleições de 2018, Ricardo Salles candidatou-se a deputado federal pelo Partido Novo e obteve cerca de 37 mil votos, mas não foi eleito. Ele foi secretário de Estado de Meio Ambiente de São Paulo entre 2016 a 2017, durante gestão de Geraldo Alckmin e, de 2013 a 2014, atuou como secretário particular de Alckmin no governo paulista.

Em dezembro de 2018, quando havia apenas sido anunciado por Bolsonaro como futuro ministro do Meio Ambiente, Salles foi condenado pela Justiça de São Paulo por improbidade administrativa por cometer fraude durante a elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê, enquanto foi secretário de Alckmin.

Na condenação, Salles teve os direitos políticos suspensos por três anos e foi obrigado a pagar multa civil em valor equivalente a dez vezes a remuneração mensal recebida no cargo de secretário. Mesmo condenado, Bolsonaro manteve o nome de Ricardo para a chefia do Ministério do Meio Ambiente.

*Com informações das agências

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