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Novo presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis apresenta projetos em entrevista

Almir de Mendonça Taveira toma posse nesta quinta-feira (07) com a missão, entre outras, de atrair para a entidade a maior parte dos 5 mil corretores 06/02/2013 às 07:30
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Almir Taveira atua no ramo de corretagem de imóveis há oito anos de forma liberal
Adan Garantizado ---

Atuando no ramo há oito anos, Almir de Mendonça Taveira, 42, assume nesta quinta-feira (07), a presidência do Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis) para o triênio 2013-1016. O principal desafio do novo comandante é agregar os quase 5 mil corretores do mercado amazonense, já que apenas 300 são filiados ao Sindimóveis. Obter maior reconhecimento da categoria e lutar pela garantia dos direitos dos corretores locais são outros projetos de Almir.

Em um bate-papo com A CRÍTICA, ele explicou mais sobre seus planos e fez um raio-x do perfil profissional exigido pelo mercado local. O novo presidente também expôs seu panorama sobre o mercado imobiliário local, que se encontra aquecido principalmente nas classes C e D e em processo de expansão para a Região Metropolitana da capital.

Quais são suas principais metas à frente do Sindimóveis, neste triênio 2013-2016?

Queremos dar ao corretor a segurança suficiente para ele trabalhar. O corretor é um profissional liberal e às vezes não tem renda fixa. Aqui no Estado este problema diminuiu pelo fato de 60% dos profissionais atuar em stands de vendas de construtoras. Nós também vamos fiscalizar esses stands e verificar a segurança que está sendo oferecida para o profissional, se seus direitos legais estão sendo obedecidos. Queremos conseguir convênios com planos de saúde para os corretores. Já temos algumas conversas encaminhadas. O Sindimóveis é uma instituição relativamente nova, pois tem apenas oito anos e quase foi desativado, até que em 2010 ganhou fôlego. Vamos continuar nesse crescimento.

Quais são as exigências para atuar como corretor hoje no Amazonas? Qual o perfil que o mercado deseja atualmente?

O corretor faz um curso de técnicas de transações imobiliárias (TTI) que é oferecido em vários locais e tem que estar em dia com o conselho regional. Em termos de qualificação é exigido apenas o ensino médio completo. Mas já existem cursos técnicos como o de gestão imobiliária, que é oferecido gratuitamente pelo Cetam. Há também cursos superiores ofertados por instituições como o Ciesa, Ulbra e Fametro. Quanto ao perfil exigido, digo sempre que o corretor é a base de uma negociação. Ele tem que ser ético, bom profissional, pois vai lidar com pessoas. O cliente acredita tanto nele que chega a entregar a chave do imóvel nas suas mãos. É preciso ter responsabilidade sempre. E logicamente, um carro próprio e linhas de celulares sempre disponíveis.

A profissão tem dado um bom retorno financeiro no Estado? Qual a remuneração mensal de um corretor?

É uma boa profissão e também é lucrativa. A renda varia muito de acordo com as vendas realizadas; ela pode ser num mês R4 10 mil, em outro R$ 20 mil, mas também pode cair bem abaixo disso. Digo sempre que corretor tem que ter foco. Se fizer isso bem, terá seu trabalho reconhecido. Trabalhamos sempre com comissões e quanto maior o volume de vendas, melhor. Em um lançamento, nós ganhamos de 1,5% a 2%. No caso de aluguel, a primeira prestação é paga ao corretor. Em vendas, a taxa do corretor é de 6%, mas o valor ainda é negociável. Nas avaliações de terrenos e imóveis, cobramos 1% do valor. E no caso de terrenos rurais, a comissão chega à 10 %. Dá para viver bem.

O corretor amazonense ainda enfrenta problemas no mercado local como o de não  receber corretamente suas comissões?

Sim, infelizmente ainda existe muita gente que age de má fé. Em casos de contratos de terceiros, por exemplo, há muitas “pegadinhas” para o corretor. Tem profissional que às vezes acredita na palavra do cliente, não amarra um contrato e acaba se dando mal. O corretor consegue um comprador, apresenta ao dono do imóvel e tem cliente que negocia “pelas costas”, só para não pagar a comissão. E o pior é que quem faz isso é gente que tem poder aquisitivo. Vou procurar montar um trabalho para resguardar os colegas destas questões.

Como você avalia o mercado de imóveis no Amazonas atualmente?

Hoje aqui em Manaus, o mercado está muito aquecido principalmente nas classes C e D. A urbanização promovida pelo Prosamim fez a demanda de imóveis crescer muito. Quem morava naquelas áreas foi indenizado, e sai em busca de imóveis na proximidade. Isso fez todas as regiões por onde o Prosamim passou serem valorizadas. O Estado também quer mais terrenos para construir os prédios do Prosamim e aquece esta outra área. A facilidade de se obter financiamentos também colabora para o bom funcionamento do mercado local. Isto sem contar que nós temos também uma grande demanda de aluguéis. Muitas empresas procuram pontos comerciais para se instalar na cidade. A Ponta Negra ainda está aquecida, mas lá o público é classe A. Um terreno que custava R$ 200 mil há dois anos, hoje está na casa do R$ R$ 400 mil. É praticamente 100% de valorização. E a estrada Manoel Urbano (Manaus-Manacapuru) será o novo ponto de crescimento. Já existem algumas construtoras interessadas em terrenos de 50 e 100 mil metros quadrados para construção de prédios de quatro a cinco andares.

Existem riscos do mercado local entrar em processo de saturação?

Os riscos de saturação do mercado podem acontecer, pois o próprio mercado é flutuante. Mas acredito que isso ainda demore.

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