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Novos mercados: trilhando o próprio caminho

A empresária Daniele Di Pinho se reinventou em busca de realização profissional. Ela trocou a fisioterapia para abrir um negócio inovador: a Escovaria Dry Bar, que já é sucesso em Manaus 22/08/2015 às 15:35
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A fisioterapeuta e empresária, Daniele di Pinho, mudou de área para abrir a Escovaria em 2013. O conceito só existia nos Estados Unidos. As duas unidades do empreendimento recebem, em média, 600 clientes por mês
juliana geraldo ---

Formada em fisioterapia desde 2010, Daniele Di Pinho, dividia o seu tempo entre atuar na área em que se graduou e um sonho antigo: o de ter o próprio negócio. Enquanto se dedicava a atender seus pacientes, paralelamente, ela fazia cursos na área de negócios e até arriscou abrir uma loja de roupas. Sem sucesso na primeira tentativa, ela adiou os planos, mas nunca desistiu.

Hoje, Dani, como é conhecida, é proprietária da Escovaria Dry Bar. Inédito no Brasil, o negócio especializado traz às clientes, além de um local dedicado ao serviço de escovação de cabelos e manicure, um mini bar com drinks exclusivos.

Com duas unidades em funcionamento – uma no Vieiralves e outra no bairro Dom Pedro -, o espaço caiu nos gostos das manauaras por proporcionar além dos serviços prestados, momentos de confraternização entre as clientes. Resultado: com pouco mais de um ano de funcionamento, a Escovaria não cede espaço para a crise econômica e já se prepara para migrar para o modelo de franquia.

“Depois que a minha primeira loja fechou, eu me dediquei por três anos integralmente à fisioterapia. Nada ia errado mas eu sentia que faltava algo que me realizasse plenamente. Foi quando, em 2013, fui a São Paulo, visitar uma feira de franquias , onde eram oferecidos diversos negócios especializados - hamburguerias, creperias, churreria, franquias especializadas em sobrancelhas, em unhas, etc. - e eu sabia que era nesse nicho especializado que eu queria atuar”, lembra.

Mas foi conversando com amigas que a ideia da Escovaria surgiu. “Eu sabia que queria uma novidade, algo inédito. Quando algumas amigas minhas começaram a reclamar que não tinham tempo para esperar duas horas no salão para fazer uma escova, eu tive um insight: por que não criar um lugar exclusivo para fazer escovas?”, questiounou a empresária.

Apesar da ideia formada, Dani não sabia como seria o formato da Escovaria. Foi quando uma outra amiga, sugeriu o Dry bar, que já existia em salões de Nova York. “No Brasil era inédito, então registrei a marca e juntei as duas ideias: a escovaria e o dry bar. Em três meses, a primeira unidade estava abrindo as portas em Manaus”, comemora.

Franquias

Em funcionamento desde 2013, a Escovaria recebe uma média de 600 clientes por mês. A boa aceitação fez o negócio evoluir para o modelo de franquias. Em fase final de formatação, os interessados em se tornar franqueados devem ficar atentos. A taxa de franquia para utilizar o nome da marca é de R$ 30 mil, além do investimento no espaço onde a unidade será aberta.

A Escovaria já tem empresários interessados em Manaus, Tocantins e Fortaleza. “Além do nosso desejo em expandir para o trecho Rio - São Paulo, com unidades próprias, estimamos abrir entre 9 e 10 franquias por ano, no máximo, para termos um crescimento saudável, sem comprometer a qualidade dos serviços e os treinamentos que pretendemos oferecer aos franqueados”, aponta a empresária.

A expectativa é de que nos próximos dois meses o formato de franquia já esteja concluido e os interessados comecem a passar por uma seleção para compor a rede da empresa.

Adaptação

A escolha por um segmento especializado, como é o caso da Escovaria, segundo Dani Di Pinho é uma tendência de mercado. Para ela, esse tipo de serviço é mais prático para o consumidor e passa mais segurança em relação à qualidade. “Se você só trabalha com um serviço, no nosso caso com a escova de cabelo, a tendência é que ele seja melhor em relação aos empreendimentos que oferecem outros serviços, então o público se sente mais confiante em procurar alguém que seja especialista naquilo que ele quer”, esclarece.

De acordo com ela, o mercado deve continuar se segmentando pelos próximos anos. “Se mudar, nós mudamos também. Para dar certo é preciso seguir as tendências de mercado e é o que nós buscamos fazer”, conclui.

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