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Novos rumos: ‘Não há ilegalidade na gestão da Arcam’, garante gestor

Gestor da Associação dos Renais  diz que vai sanar os  débitos existentes e que constituirá nova sede 06/12/2015 às 20:41
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Presidente da Arcam, Gláucio Bessa, lamentou a denúncia feita contra ele
Náferson Cruz Manaus (AM)

O presidente da Associação dos Renais Crônicos do Amazonas (Arcam), Gláucio Aguiar Bessa, disse que não há nenhuma ilegalidade na sua administração quanto à prestação de contas e, muito menos em relação ao suposto desvio de das cestas básicas recebidas por doação do Governo do Estado.

Segundo o atual gestor, as informações prestadas por um grupo de associados da Arcam, não condizem com a realidade e que seriam informações infundáveis. Bessa explicou que a prestação do primeiro semestre foram aprovadas sem ressalvas e, que o valor de R$ 47 mil, colocado como prejuízo por parte do grupo oposicionista, seria referente a desvalorização dos bens patrimoniais, incluindo um veículo Van, que está sem poder circular por problemas mecânicos.

De acordo com Gláucio Bessa, as 600 cestas básicas mensais que eram doadas aos pacientes, deixaram de ser entregues pelo encerramento do convênio em fevereiro entre o Governo do Estado e um instituição que fazia o repasse para a Arcam. “Jamais obriguei estas pessoas (pacientes) a pagar um taxa de R$ 10 para obter em troca a cesta básica como foi dito e, após o encerramento do convênio tenho procurado de outra forma reativar o benefício, bem como a recuperação da Van de grande utilidade para a associação, mas que está parada por problemas mecânicos”, lamentou.

Gláucio revelou que, realmente, está com o aluguel da sede atrasado, mas que está tentando encontrar um meio de sanar o débito e que está próximo de conseguir um local que será doado para funcionar a nova sede. “Trata-se de uma parceria que dará um aporte maior em nossa infraestrutura que irá funcionar na rua Parintins, na Cachoeirinha, faltando apenas alguns detalhes”, adiantou. Quanto à conciliação feita na 46ª Promotoria de Justiça de Ausentes e Incapazes, onde Bessa se comprometeu que iria renunciar o cargo de presidente da Arcam, no próximo dia 11, e que determinaria uma data para nova eleição, ele rechaça.

“Não vou mais entregar o cargo, esse grupo de associados quer isso, que eu renuncie para eles usarem a Arcam para fins eleitorais, mas não vou fazer isso. Vou reverter toda essa situação para ajudar os mais de 200 pacientes renais e crônicos que aguardam na fila dos hospitais em busca de tratamento”, completou Gláucio Bessa.

Prestação

Segundo o paciente Osmar Batista Borges, membro da Arcam, em maio deste ano, o grupo solicitou a prestação de contas referente a 2014, porém, recebeu do atual gestor da Arcam, Gláucio Bessa, apenas rascunho do balanço financeiro.

O motivo da solicitação da demonstração financeira e patrimonial, conforme o processo nº 957399, protocolado no MPE, se deu após a perda da sede da Arcam, dos convênios, da suspeita do desvio das cestas básicas recebidas por doação do Governo do Estado, para outros fins e da ausência das Certidões Negativas de Débitos (CNDs). Em maio deste ano, Osmar e outros três membros da Arcam, apresentaram denúncia ao MPE.

Baixa no tratamento

A Arcam informou que em Manaus, a fila pela espera do tratamento ou por um transplante de rim passa dos 250 inscritos. Segundo o gestor da associação, Gláucio Bessa, atualmente o tratamento dos pacientes renais se encontra precário, levando mensalmente a óbito em torno de 20 pacientes renais crônicos no Amazonas.


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