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Cotidiano
DIMINUIÇÃO

Casos de hanseníase no AM diminuíram 75% neste século, diz Fundação Alfredo da Matta

Maioria dos registros são nos municípios dos rios Juruá, Purus e Madeira. Em Manaus, maior parte acontece na Zona Norte 25/01/2018 às 03:20 - Atualizado em 25/01/2018 às 11:09
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Pesquisadores, médicos e estudantes se reuniram nessa quarta (24), na Fundação Alfredo da Matta (Fuam), para discutir questões sobre a hanseníase. Foto: Juan Costa
Juan Costa Manaus (AM)

Dando continuidade à programação do chamado “janeiro roxo”, que lembra a luta contra a hanseníase, pesquisadores, médicos e estudantes se reuniram nessa quarta-feira (24), na Fundação Alfredo da Matta (Fuam), para discutir questões sobre a doença e o número de casos registrados no Amazonas. A programação iniciou no dia 12 de janeiro e segue até o dia 31, com ações no largo de São Sebastião, no Centro de Manaus.

O diretor Fuam, Helder Cavalcante, explicou que o Brasil ainda é o segundo colocado no número de casos no mundo, perdendo somente para a Índia. “Só ano passado, foram registrados 214 mil casos no mundo, sendo 135 mil casos na Índia e 25 mil no Brasil”, ressalta Cavalcante.

Ainda que ocupe o segundo lugar no ranking mundial, as ações de conscientização e cuidados no Brasil tem gerado uma resposta bastante positiva. Ainda segundo o diretor da Fuam, em 2000, houve 44,3 casos para cada 100 mil habitantes do Amazonas. Já em 2017, esse número caiu para 10,98 para cada 100 mil habitantes, uma queda que representa 75,2% em 17 anos.

“Esse trabalho se deve à conscientização e as ações que temos feito na capital e no interior. Em 2017, conseguimos visitar todos os municípios do Estado e desse total, 46 municípios aderiram à campanha. Em 2018, já conseguimos com que todos os municípios participem”.

Para auxiliar nesse serviço, contamos com a ajuda da Marinha, que disponibilizou cinco navios hospitais com técnicos do Fuam para fazer o atendimento de todo o Amazonas. De acordo com a pesquisadora Silmara Perrini, o Amazonas está conseguindo frear os casos em boa parte das localidades.

“Mas, os locais com maiores casos estão nos rios Juruá, Purus e Madeira, eles apresentam uma situação hiperdemica, ou seja, considerados lugares com alta taxa de casos”, afirma Perrini.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em 2017, 446 casos novos foram registrados. Desse número, 126 (28,3%) provenientes de Manaus e 320 (71,7%) de habitantes dos municípios no interior do Estado. Desse número, 60,5% dos casos ocorreram entre pessoas do sexo masculino e 39,5% do sexo feminino.

Em 2016, foram detectados 443 casos. Silmara explica que os casos em Manaus estão localizados na Zona Norte. “Por questões de expansão desordenada, os bairros dessa região apresentam altos índices de hanseníase”, afirma.

Para Cavalcante, a cada ano, há melhores resultados no controle da hanseníase. “Em 2017, o Amazonas conseguiu supervisionar 100% de seus municípios. Isso permite um controle cada vez maior da hanseníase. Em no máximo 10 anos, vamos estar numa posição melhor no ranking nacional e nos ajudar a ser o Estado brasileiro com o menor número possível de casos de hanseníase”, afirma o diretor da Fuam.

Programação completa do Janeiro Roxo

No dia 27, de 8h às 12h, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), será realizado um mutirão dermatológico, na Escola Estadual Gilberto Mestrinho, na rua Danilo Areosa, bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus.

O mutirão deve atender 800 pessoas, dentre elas, 400 pacientes já pré-agendados que aguardam consulta pelo Sistema Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde (Sisreg). As outras 400 vagas serão disponibilizadas por ordem de chegada, com distribuição de senha, a partir de 7h.

No dia 31 de janeiro, monumentos e prédios históricos do Brasil serão iluminados com a cor roxa. Em Manaus, além da Fuam, o local escolhido foi o Teatro Amazonas.

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