Sábado, 16 de Janeiro de 2021
Doação de sangue

Número de doadores de sangue no Brasil ainda é menor que 2% da população

A maioria dos doadores são jovens de 18 a 28 anos



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25/11/2020 às 12:09

O Dia Nacional do Doador de Sangue é mais um dos temas tão importantes que acontecem no mês de novembro. Comemorado nesta quarta-feira (25), a data tem como objetivo lembrar que doar sangue pode ser um ato simples, mas que faz uma enorme diferença para quem está precisando.

Apesar de simples, o ato de doar sangue não é comum entre os brasileiros. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde (MS) atualmente, 1,6% da população brasileira doa sangue, o que significa um índice de 16 doadores para cada grupo de mil habitantes.



Ainda conforme a pesquisa, jovens com idade entre 18 e 29 nos, são maioria, que corresponde por 42% do total de doações registradas no país. O percentual de doadores (1,6%) está dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população, segundo o ministério.

Estoque afetado

No quesito estoque, o ano de 2020 foi um dos mais precários já vivenciados pelos hemocentros brasileiros. Com as recomendações de isolamento e o aumento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o comparecimento de doadores reduziu bastante.

No Amazonas, a maior queda foi registrada entre a segunda quinzena de março e o final de maio, de acordo com a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). Nesse período, o abastecimento chegou a cair 40%, ou seja, de uma média de 180 a 230 doadores/dia, o Hemoam passou a receber apenas de 90 a 120 doadores/dia.

“Ato heróico”

Com o intuito de reverter esse baixo quadro, o grupo de voluntários “Super Doadoras” busca incentivar o hábito de doar sangue entre os amazonenses. Segundo a coordenadora do projeto, Silvana Reis, em apenas um ano de fundação, o grupo já possibilitou mais de 10 mil vidas salvas pelas ações.

“O brasileiro não tem a cultura de doar sangue de forma voluntária. Geralmente, quando doa, assim o faz para algum familiar ou conhecido. As campanhas Superdoadoras vem para mostrar a importância de ajudar alguém anônimo. Mais do que ajudar o próximo, a doação de sangue é um ato de amor que pode salvar vidas e, em muitos casos, a transfusão é a única esperança dos pacientes”, contou a coordenadora.

Silvana Reis ainda relata que o uso de fantasias de heróis começou de forma despretensiosa. Mas que hoje, incentiva os voluntários irem fantasiados, pois acredita que os doadores podem ser os “heróis da vida real” para muita gente.

“A minha primeira doação aconteceu quando meu avó foi para UTI e precisou de sangue. Alguns dias após uma doação, recebi uma ligação da psicóloga do hemocentro que me informou que o meu tipo sanguíneo AB+ era muito raro e me convidou a fazer parte do grupo de voluntários doadores de sangue. Como a cada doação de sangue, damos a possibilidade de quatro vidas serem salvas, me considero uma super-heroína e gostaria que todo doador se sentisse assim. Então comecei a ir para as campanhas de doação fantasiada de Mulher Maravilha, Capitã América, Batgirl, e etc. Uma amiga viu gostou da ideia e a partir disso criamos o projeto que hoje já contemplou 2.583 doadores, entre homens e mulheres”, relatou Silvana.

Novos doadores

O momento de crise, por outro lado, chamou a atenção de novos doadores. Em um levantamento no banco de dados do Hemoam, foi identificado que na pandemia houve pelo menos 9 mil novos cadastros de pessoas que se candidataram à doação de sangue pela primeira vez.

Estima-se que esse número se deve aos diversos apelos na mídia e a ações inéditas, tais como as coletas de sangue itinerantes em condomínios residenciais, descontos em corridas pelos principais aplicativos de mobilidade urbana, além de novas parcerias com a sociedade civil organizada.

Segundo a idealizadora do Super Doadoras, Silvane Reis, o grupo realizará no dia 19 de dezembro, a sexta edição da campanha que busca atingir a meta de mais 600 doadores de sangue.

Como doar?

Para doar sangue é necessário estar com boa saúde e bem alimentado, com idade entre 18 e 69 anos e peso a partir de 50 quilos e munido de documento de identidade com foto. A coleta dura entre cinco e dez minutos, e todo o processo, desde a entrada até a saída da unidade, leva de 40 a 60 minutos.

Devido a pandemia, o Hemoam adotou protocolos sanitários que visam reduzir a propagação do coronavírus, tais como: uso obrigatório de máscara; dispensadores de álcool em gel; distanciamento entre as cadeiras na área de recepção; doadores que vierem com acompanhante é solicitado que o acompanhante aguarde na área externa do bloco de doação.

O horário de funcionamento do Hemoam é de segunda à sábado, das 7h às 18h, na avenida Constantino Nery, 4.397, Chapada, zona centro-sul. O posto de coleta da Maternidade Ana Braga funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h30, na avenida Cosme Ferreira S/N, São José I. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (92) 3655-0140.


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