Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
DIA DAS MÃES

Nunca é tarde: mães que engravidaram depois dos 35 falam sobre experiência

Focadas em suas carreiras, mulheres tem optado por adiar o projeto de ser mãe. Depois dos 35 anos, a mulher produz menos óvulos e tem dificuldade em engravidar



mae35_38B59917-3B4D-4769-AE5D-F7A44F2FD504.JPG Luciana Bulbol Cardoso, de 38 anos, e o filho Leonardo. Foto: Junio Matos
12/05/2019 às 15:56

Seja para focar na carreira em busca de realização profissional, ou por falta de vontade e ‘vocação’, cada vez mais mulheres tem adiado o projeto de ser mãe. Apesar dos riscos para a mulher e para o bebê, muitas delas preferem engravidar quando já estão em uma fase mais amadurecida e financeiramente estável. É o caso da empresária Luciana Bulbol Cardoso, de 38 anos, e da jornalista Daniela Lopes, de 43.

Luciana conta que teve seu primeiro filho, Leonardo, que está prestes a completar sete meses, no ano passado, aos 37 anos. A descoberta da gravidez, segundo ela, foi literalmente um presente. “Eu descobri que estava grávida no dia do meu aniversário. Não conseguia acreditar, era uma coincidência muito maravilhosa”, relembra.

Para ela, a notícia da gravidez ficou ainda melhor quando ela descobriu que esperava um menino. “Claro que o que mais queremos é que a criança venha saudável, mas eu tinha o sonho de ter um menino e por isso não fiz o chá de revelação. Fiquei preocupada com qual seria a minha reação caso fosse menina”, brincou, ressaltando que fez o teste de sexagem escondida.

Nas palavras dela, Luciana sempre foi “alucinada por crianças”. O sonho de ter um filho, contudo, foi sendo adiado naturalmente. “Foi tudo no tempo de Deus. Aproveitei bem minha vida de solteira. Casei aos 33 e aproveitei bem minha vida de casada. Aos 37, tivemos o Leonardo e agora aproveito minha vida de mãe”, afirma.

Segundo ela, ainda que a medicina alerte para os riscos da gravidez após os 35 anos, no seu caso, tudo transcorreu perfeitamente bem. “Foi uma gestação tranquila. Trabalhei até um dia antes de parir”, disse.

Gastrite ou filho?

Grávida de nove meses do primeiro bebê, Daniela, que espera dar à luz Alice na semana que vem, conta que a princípio acreditava estar tendo uma crise de gastrite: “À época estava coordenando uma campanha eleitoral. Era um trabalho tenso. Por conta dos sintomas, achava que era gastrite, mas acabei descobrindo que estava grávida de oito semanas”.

Surpresa com a notícia, Daniela, que sempre levou uma vida saudável e ativa, conta que sua vida mudou a partir da descoberta. De acordo com ela, após os 40, a gravidez tem um peso maior na vida da mulher, principalmente na vida de uma jornalista acostumada à correria do trabalho e das viagens.

“Não queria arriscar. Larguei tudo e fui cuidar de mim e do bebê. Fiz acompanhamento, fiz pré-natal. E, fora a fadiga e o sono constante, não tive nada grave como hipertensão ou diabetes. Na verdade não larguei tudo, agora mesmo estou trabalhando de home office, escrevendo um roteiro”, concluiu.

Dificuldade

Conforme especialistas, a mulher, depois dos 35 anos, produz menos óvulos e tem dificuldade em engravidar. Já após os 40, aumenta a incidência de problemas que podem acontecer com a mãe, como diabete gestacional, hipertensão e aborto, e com a criança, que pode apresentar alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down.

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