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‘Nunca usei artimanhas para vencer eleições’, diz José Melo

Declaração foi dada durante a leitura da Mensagem Governamental 2016 na Assembleia Legislativa, quando ele também disse: “Não acredito que 900 mil pessoas foram compradas” 01/02/2016 às 19:13
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Leitura da Mensagem Governamental 2016 na ALE-AM
Janaína Andrade Manaus (AM)

"Não acredito que 900 mil pessoas foram compradas", dessa forma, o governador José Melo (Pros) encerrou seu discurso na leitura da Mensagem Governamental, na Assembleia Legislativa (ALE-AM), no início da tarde desta terça-feira (1º).

O governador, que teve seu mandato cassado por compra de votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) no dia 25 de janeiro, falou por mais de uma hora. Além da prestação de contas do ano de 2015 e os planos para 2016, José Melo tratou do tema político, como já era esperado. Sem citar diretamente seu ex-aliado e adversário nas eleições de 2014, Eduardo Braga (PMDB).


Plenário e a galeria estiveram lotados e, do lado de fora, manifestantes pró-Melo protestavam contra cassação. Foto: Antônio Lima

"Ganhamos uma eleição apresentando propostas. Foi assim que perdi nove quilos andando pelas ruas. Nunca fiz armação para ganhar eleição. Nunca perdi uma eleição. Ganhamos uma eleição com diferença  de 173 mil votos",  disse.

"Defendo ideias e não a agressão. Nunca usei artimanhas. Nunca usei da minha força para fechar órgãos de imprensa. Nunca simulei sequestros. Nunca mandei ninguém jogar ovo em candidato. Nunca agredi adolescente de 16 anos. Nunca levantei minha mão para agredir deficiente, cujo único pecado foi querer tirar uma foto. Também nunca fui ao Careiro Castanho mandar agredir ninguém", disse o governador, emocionado.

"Nunca joguei lama em candidato a prefeitura para inviabilizá-lo. Em todas as eleições, nenhuma simulou assaltos para demonstrar a população clima de insegurança. Nunca joguei sujo. Nunca. Não mudei. Sou o mesmo. Respeito a Justiça da minha terra e vou exercer meu direito a defesa. Não acredito em mais de 900 mil pessoas foram compradas", afirmou.

Mais cedo, em entrevista coletiva, José Melo disse que se preciso for vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) defender seu mandato. Durante sua chegada, ele foi recepcionado por manifestantes favoráveis a sua manutenção no governo e também foi alvo de um protesto á favor de sua cassação.

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