Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
Pós-réveillon

Nutricionista dá dicas para se livrar dos efeitos do excesso de bebidas alcoólicas

Do ponto de vista científico, não exista uma receita infalível que evite a ressaca, mas manter-se hidratado e estar bem alimentados estão entre as dicas mais populares



GettyImages-1007330242_980DEA78-CBA6-4A8A-8C2A-60284A7A5274.jpg Foto: Reprodução
31/12/2019 às 11:34

Dor de cabeça, moleza, sensibilidade ao barulho, sede intensa e às vezes falta de apetite são alguns dos sintomas de um mal-estar generalizado causado pelo excesso de bebida alcoólica. Difícil mesmo é encontrar uma pessoa adulta que nunca tenha passado por uma ressaca na vida. Mesmo assim, sejamos realistas, poucos abrirão mão de “tomar uma” no Réveillon. Resta, então, recomendar alguns cuidados para enfrentar as consequências de um possível excesso da melhor forma possível. Manter-se hidratado e estar bem alimentados estão entre as dicas mais populares.

Que o diga o operador de produção Sidney Cavalcante, 23, considerado “bom de copo” pelos amigos. Após passar por muitas ressacas “terríveis”, que envolviam dor de cabeça, tontura e enjoo, há pelo menos alguns meses ele tem adotado um ritual depois de passar por uma noitada com os amigos. Dica passada, segundo ele, por um ex-namorado venezuelano e que vem dando certo.



“Pode parecer estranho, mas, quando eu chego em casa, tomo banho e bebo muita água. Caso seja necessário, tomo um analgésico e deito pra dormir. No outro dia estou de boa. Há quem diga que o meu fígado já se acostumou com o álcool porque eu bebo bastante”, brincou.

A nutricionista Kayla Corrêa explica que a ressaca é uma consequência fisiológica do processamento do álcool em nosso organismo, o que causa, consequentemente, inúmeros sintomas desagradáveis (como aqueles descritos no início da reportagem). Embora, do ponto de vista científico, não exista uma receita infalível que a evite, é possível, pelo menos, minimizar os efeitos, tomando certos cuidados antes, durante e depois de ingerir bebidas alcoólicas.

“Para antes e durante beba água entre uma cerveja e outra. É importante manter o corpo hidratado sempre. O álcool desidrata o corpo e a cerveja, diurética, nos faz eliminar muito líquido, portanto, você precisa reabastecer com frequência. Jamais beba de estômago vazio. Como a bebida diminui o nível de açúcar no sangue, comer é importantíssimo para que o organismo não saia do seu nível normal”, orientou.

Muitas vezes a dor de cabeça do dia seguinte é desidratação causada pelo álcool. Beber, no mínimo, de dois a três copos d´água antes de dormir após um social é uma boa. De acordo com Kayla Corrêa, caso a ressaca venha mesmo assim, é possível diminuir os efeitos desagradáveis.

“Tomar aspirina ou outro analgésico ajuda a combater a dor de cabeça e os antiácidos ajudam caso seu estômago apresente sinais de irritação. Café, chá ou refrigerante de cola podem reanimar, além de manter a hidratação. Comer bem no dia seguinte é essencial, mas evite gorduras e comidas pesadas (porque o estômago já está sofrendo o suficiente). Só não deixe de comer”, ensinou.

E os famosos chás amargos (ou fitoterápicos), facilmente encontrado nos mercados, são “um coringa” nessas horas, segundo a nutricionista. “Justamente, pelo baixo custo são os mais usados pela população para amenizar os sintomas de uma ressaca, sendo o gengibre, a erva doce e o boldo os mais populares. O boldo, por exemplo, tem a função de auxiliar na desintoxicação do fígado”,  explicou Kayla Corrêa.

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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