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Cotidiano
DIETA

Nutricionista explica como itens regionais podem ser usados na reeducação alimentar

Especialista Paula Robles Bergonci desmistifica o consumo de alguns ‘clássicos’ amazônicos por quem está de dieta 29/04/2018 às 16:06 - Atualizado em 29/04/2018 às 16:07
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Cupuaçu, pupunha e tucumã podem fazer parte do cardápio diário, mas com moderação. Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

A alimentação do amazonense tem peculiaridades de sabores e costumes que podem boicotar qualquer reeducação alimentar ou hábitos mais saudáveis. Os “erros” no consumo de produtos regionais podem estar no consumo exagerado e nas combinções inadequadas, como no uso indiscriminado da farinha de mandioca ou adoçar muito os sucos de frutas regionais. Para isso, a nutricionista Paula Robles Bergonci dá dicas de como inserir os produtos amazônicos na rotina alimentar, sem comprometer a dieta até mesmo de quem está no processo de emagrecimento.

“Nas frutas, temos opções como o cupuaçu e o taperebá, que possuem baixo teor de açúcar e são encontradas com facilidade. Além disso, também é possível agregar boas gorduras e alimentos antioxidantes como as castanhas, tucumã e a pupunha no plano alimentar do paciente, o tornando mais atrativo e adequado”, explicou.

Dois clássicos da alimentação amazônica são o tucumã e a pupunha e, segundo a especialista, eles não precisam ser encarados como vilões do cardápio diário. De acordo com ela, a pupunha é rica em vitamina A, fundamental na saúde óssea e na visão. Também contém vitaminas e minerais como cálcio, ferro, fósforo, potássio e zinco. Já o tucumã é rico em betacaroteno, contém vitaminas A, B1 e C e auxilia na manutenção do colesterol.

“Quem quer emagrecer não precisa banir esses alimentos do seu plano alimentar. Pode, com a ajuda de um especialista, elaborar um cardápio com todos os produtos amazônicos de sua preferência”, explica.

É o caso de Dayrienne Rios, 24, que não abre mão do pão com tucumã todos os dias no café da manhã. “Eu não vejo a minha alimentação sem o tucumã. Acabo compensando esse consumo nas atividades físicas. Tenho ciência que podemos comer sim nossos alimentos favoritos, mas precisamos compensar de alguma maneira e termos o cuidado para que não percamos o controle”, afirmou.

Ainda de acordo com a nutricionista, com uma alimentação mais regional podemos utilizar a macaxeira (que é um carboidrato complexo rico em fibras) como um subtituto ao arroz branco ou o cará (outro tubérculo rico em fibras). A própria tapioca pode entrar na estratégia alimentar dependendo do objetivo do paciente, desde que acompanhada de uma boa proteína. Já a mangarataia (gengibre) é uma excelente fonte termogênica natural e anti-inflamatória, podendo ser misturada aos chás, sucos e até mesmo no preparo de comidas quentes, como no frango com leite de coco.

Outro destaque é a Castanha do Brasil, que é rica em selênio, o que auxilia na função cognitiva. Por ter um aporte calórico elevado, o recomendado é de até 3 por dia.

As atenções precisam mesmo ser redobradas no consumo da farinha de mandioca, que é rainha na mesa dos amazonenses. “O ideal de consumo é que seja acompanhada de fibras, proteínas e saladas. Adicionar mais fibras, como aveia, é uma excelente opção, uma vez que a aveia irá auxiliar na redução do índice glicêmico da porção, assim como irá gerar mais saciedade”.

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