Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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O cotidiano de Adail: ex-prefeito não aceita trabalhar com outros presos, nem tomar banho de sol

Há quase um ano detido, Adail Pinheiro não aceita trabalhar junto a outros presos, nem toma banho de sol por medo de ser fotografado. Isolado, o prefeito cassado tem visto o seu estado de saúde piorar nos últimos meses.



1.jpg Adail Pinheiro acumula complicações de saúde e teme deixar prisão especial
03/02/2015 às 23:12

Daqui a duas semanas, o prefeito cassado de Coari, Adail Pinheiro (PRP), completará um ano desde que foi detido e levado para o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, na zona Centro-Oeste de Manaus. Sem aceitar praticar qualquer atividade externa, Adail escolheu o isolamento e viu seu estado de saúde piorar nos últimos meses.

O prefeito divide um pavilhão de duas celas com outros dois presos do regime fechado, ambos integrantes da Polícia Militar que foram condenados por homicídio. Nos aposentos de Adail, segundo relatos da direção, há duas camas, uma televisão, mesa, um pequeno armário de roupas e prateleiras onde Pinheiro guarda alimentos.



Os ‘companheiros’ de Adail preferem não se isolar e  prestam serviços de manutenção no comando, cuidam da cavalaria ou fazem trabalhos em outras unidades para entrar em programas de diminuição das penas. Já o prefeito, nem mesmo o banho de sol aceita tomar, por “medo de ser fotografado”.


Pálido e sem praticar atividades físicas, Adail vê o seu estado de saúde piorar. Portador de síndrome de Ménière, ele perde a capacidade de audição gradualmente e tem crises de vertigem. Com o avanço da hipertensão, passou a tomar doses diárias de medicamentos. Para dormir, por conta da apinéia, Adail precisa de um equipamento que regula a respiração, o CPAP.

Médica dermatologista, a filha de Adail, Mayara Pinheiro, é  quem monitora a saúde do pai. Segundo ela, no entanto, não é possível fazer muita coisa. “Eu cuido, mas como ele está lá, muitas vezes o coronel não deixa. A saúde está ruim. Ele não faz nada. Só fica enclausurado ali, aí fica pior ainda”, afirma.


Estar no CPE e não em uma prisão comum traz vantagens a Adail. Além da calmaria e a ‘segurança’, o prefeito tem uma alimentação melhor do que as dos outros presos amazonenses. As refeições que chegam aos seus aposentos são as mesmas consumidas pelos militares que ficam no CPE. Aos finais de semana, costuma receber as visitas de advogados que o atualizam sobre a maratona de processos.

Além de Mayara e outros familiares, Adail também é visitado pelo filho, Adail Pinheiro Filho. Segundo o universitário, o pai gosta de receber comidas, especialmente peixes regionais.



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