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Cotidiano
Manifestações no interior

O interior do Amazonas também entra em cena para realizar manifestações

Internautas dos municípios de Manacapuru, Parintins e Iranduba usam as redes sociais para convocar manifestações 20/06/2013 às 08:17
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Postagem no perfil do Facebook 'Polêmicas Parintins' convida a população para o protesto
Rosiene Carvalho e Joelma Muniz Manaus

A mobilização por meio de redes sociais para levar a população às ruas contagiou municípios no interior do Amazonas. Ao mesmo tempo  que, em Manaus, 58.156 pessoas confirmaram presença no “Ato Contra o Aumento da Passagem de Ônibus” no Centro da cidade marcado para esta quinta-feira(20), grupos virtuais combinavam protestos em Iranduba, Manacapuru e Parintins.

Em apenas um dia, o número de pessoas que confirmaram presença  no “Ato Nacional Contra o Aumento da Passagem II. Movimento Passe Livre Manaus”, em Manaus,  aumentou em mais de 13 mil, segundo os registros no Facebook. A expectativa dos organizadores é que,  metade dos que confirmaram presença compareçam no local. O grupo tem três opções de trajeto para o protesto,  que só será definido pelos manifestantes às 17h, horário combinado para o início da manifestação.

Enquanto isso, os moradores do interior do Estado também se mobilizam. Na página “Portal Iranduba”, foi postada uma convocação para que a população comparecesse às 19h de ontem no Ginásio Ana Barbosa de Castro, para definir a pauta e a data do protesto que exigirá melhoria na prestação dos serviços públicos na cidade.

No município de Manacapuru, a manifestação foi batizada de “Acorda Manacapuru” e “Vem para a rua Manacapuru”. Moradores da cidade usaram seus próprios perfis no Facebook para divulgar o horário e a data da mobilização. Será às 17h, na sexta-feira, na Praça da Coaban, que fica em frente ao galpão da Ciranda Flor Matizada.

De acordo com um dos manacapuruenses que usou o Facebook para divulgar o ato, o autônomo Evaney Araújo, 29 anos, a ideia é que a manifestação seja pacífica e apartidária. “É na mesma linha das manifestações pelo resto do País. Cobraremos melhores condições de vida, saúde e educação. Não vamos levantar bandeira política. É um ato do povão”, declarou.

Evaney disse que as reclamações são muitas porque a cidade oferece péssimos serviços públicos para a população. “O atendimento no hospital, que está à beira do abismo, é péssimo. Qualquer probleminha mais grave, a gente tem que ir para Manaus. Os professores até hoje não receberam o salário de dezembro do ano passado”, reclamou.

Em Parintins, a insatisfação com o uso do erário em detrimento do precário atendimento nas repartições públicas é uma das principais reclamações postadas nos comentários da divulgação do ato na página “Polêmicas Parintins”, no Facebook. O ato está marcado para o dia 26 de junho em frente ao Bumbódromo, na semana do Festival Folclórico. Até as 18h de ontem, a publicação tinha 155 compartilhamentos e 316 curtições.

Segurança nas ruas e lojas fechadas

O secretário de Estado de Segurança, Roberto Vital , não quis revelar o número de policiais que irão acompanhar o ato, mas disse que todo o efetivo das polícias estará em alerta, incluindo o de Choque.

Seduc e Semed suspenderam as aulas das escolas em toda a área urbana de Manaus. Instituições particulares também tomaram a mesma medida. As lojas no Centro e do Vieiralves foram orientadas a fechar mais cedo, às 15h.

O trânsito em toda a cidade deve ser atingido pela manifestação já que a maioria dos ônibus que circula por Manaus passam pelo Centro.

Reuniões de grupos ligados a partidos políticos estão provocando tensão entre os organizadores do Ato Contra o Aumento da Passagem de Ônibus.  Um grupo ligado ao PCdoB marcou evento de protesto “paralelo” para as 14h na Praça da Polícia, no Centro. Mas um dos organizadores do ato apartidário, da Praça da Matriz, Getúlio Cordeiro, afirmou que os manifestantes não irão aceitar o uso de bandeiras de partidos: “É muito complicado querer se promover nesse momento”.

Pauta dos parintinenses

Na lista de reclamação dos parintinenses, estão: a falta de qualidade na Saúde, Educação, Segurança Pública, as ruas esburacadas, a incompetência dos vereadores da cidade, a insatisfação com as direções dos dois bumbás do festival folclórico e a falta de ingressos para que o povo assista às apresentações dos bumbás.

Uma pessoa identificada como Ranna Serudo lamentou os altos investimentos no festival. “Por outro lado desviam verbas que seriam aplicadas em investimentos no ensino de qualidade, saúde, moradia...”.

O perfil de Dula Oliveira comparou os investimentos feitos anualmente no Festival Folclórico de Parintins ao que o Governo Federal mobilizou para a Copa do Mundo. “Esse grande ‘espetáculo’, realmente poderia deixar a cidade rica, mas ele serve, assim com a Copa, pra desviar muito dinheiro. O maior beneficiado não é o povo de Parintins, mas o Governo, as multinacionais e a diretoria e presidentes dos bumbás”.

No espaço virtual, os parintinenses chegaram a combinar dar vaias no primeiro dia do Festival como a que ocorreu na abertura da Copa das Confederações.

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