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Cotidiano
Macroeconomia

O que esperar da economia brasileira após o impeachment?

Como a estabilidade política pode influenciar na melhora do cenário econômico e quais as expectativas de melhora para o ano que vem, segundo analistas de mercado 25/09/2016 às 14:59 - Atualizado em 26/09/2016 às 08:35
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Ilustração/ Myrria
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Um ano de instabilidade política e econômica e cinco meses após um polêmico processo de impeachment presidencial, os brasileiros se perguntam? Quando o país deve voltar aos eixos? A economia vai melhorar? O desemprego vai diminuir? O dólar vai se estabilizar?
 
A situação econômica afeta a vida de todos com inflação nos preços dos produtos, juros altos, desemprego, falta de confiança em investir e fazer dívidas não será fácil de resolver. As perspectivas de melhoras são a partir do segundo semestre de 2017. Isto é, se o governo fizer a lição de casa com enxugamento de gastos e reformas necessárias, alertam os analistas de mercado.

Para o auditor Fábio Yamamoto, sócio da Tiex, consultoria e gestão corporativa, os problemas estruturais do país não desapareceram após o impeachment, ou seja, até o momento, continuamos nas últimas posições nos rankings de competitividade e nas primeiras posições nos rankings de corrupção.

“O país permanece em recessão, o ajuste fiscal é um remédio amargo que tende a ocasionar ainda mais retração econômica. Uma coisa é fato, nós não recuperaremos o grau de investimento da noite para o dia. Além disso, as taxas de juros deverão permanecer altas por um tempo ainda, o que significa que os investimentos continuarão caros e, por consequência, escassos, e o dólar tende a se estabilizar, contudo dificilmente retomará aos patamares dos R$ 2,00”, ressalta.

Na avaliação do economista Paulo Rodrigues, diretor de operações da FN Capital, é necessário fazer ajuste fiscal, controlar de gastos e adotar medidas para reaquecer a economia nacional. Por outro lado, o cenário externo também não nos favorece: a economia dos países asiáticos – grandes parceiros do Brasil – também parou de crescer, reduzindo as exportações nacionais. 
“Acredito que a gente retome o crescimento já no segundo semestre de 2017, para apresentar variação positiva do PIB (produto interno bruto). A recuperação econômica demora um pouco. Vamos ter inflação elevada, desemprego e um cenário nada favorável neste fim de ano”, explicou.

Mas, segundo Yamamoto, os empresários dão mostras de otimismo, as projeções estão sendo revisadas para melhor ou ao menos para uma piora menor. A confiança do consumidor pouco a pouco vai sendo retomada, aquecendo a economia, gerando empregos e renda. “Também na crise surgem oportunidades e do desemprego brotam empreendedores, pequenos negócios que representam uma parcela significativa da economia do país”, destaca.
Vamos esperar para ver quais sinais o governo federal dará para incentivar esse otimismo da nação.

Blog - Paulo Takeuchi: diretor da Moto Honda

“O setor de Duas Rodas  atravessa momentos difíceis, mas, trabalhando com objetivos e conceitos de médio e longo prazo,  a retomada do mercado e aumento de volume de produção será apenas uma questão de tempo. Entretanto, até este dia chegar teremos muitas atividades e negociações a serem feitas para enfrentarmos a crise conjuntural. Não há dúvidas de que há vários problemas a serem resolvidos. O maior desafio será como aumentar a produtividade e competitividade do setor industrial, pois se nada for feito só teremos produtos importados e fábricas fechadas.  Este cenário não está longe de se tornar uma realidade e, se não houver uma revisão da política industrial, o imaginário pode se tornar realidade.

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