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Cotidiano
Bons negócios

Setor de atacado em Manaus está a pleno vapor, a despeito da crise econômica

Prova disso é o interesse de grandes bandeiras do chamado ‘atacarejo’ interessadas em abrir novas unidades na cidade, como é o caso da rede Assaí Atacadista, que integra o Grupo Pão de açúcar (GPA). 25/04/2016 às 07:05 - Atualizado em 25/04/2016 às 07:29
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A rede Atacadão se prepara para inaugurar mais uma loja em Manaus, esse ano. (Divulgação)
Juliana Geraldo Manaus (AM)

A sensação de viver na ‘corda bamba’, que o atual cenário econômico e político do País provoca, tem levado os consumidores  a resgatar um hábito antigo: o de comprar produtos em maior quantidade e fazer estoques para evitar gastos a mais e eventuais  sustos com a alta da inflação. Esse movimento tem causado uma reação diferenciada dentro do setor supermercadista. Ao contrário dos hipermercados que tem registrado  pouco ou nenhum avanço, o segmento atacadista (cash&carry) surpreende e demonstra estar em pleno processo de expansão, inclusive no mercado local.

Prova disso, pegando Manaus como exemplo,  é o interesse de grandes bandeiras do chamado ‘atacarejo’ interessadas em abrir novas unidades na cidade, como é o caso da rede Assaí Atacadista, que integra o Grupo Pão de açúcar (GPA).

A rede, que ainda não tem data confirmada para inauguração, mas deve abrir as portas ainda este ano, vem para aumentar o leque de opções dessa modalidade, que hoje já conta com quatro grandes bandeiras em Manaus.

 A presença desses empreendimentos e tendência de chegada de novos ‘players’ no mercado sustentam informações do setor de que o atacado de autosserviço  é o modelo do segmento  alimentício que  mais cresce e é também o mais promissor.

Características

Segundo o proprietário da rede Nova Era, em Manaus, Marcelo Gastaldi,  o chamado ‘atacarejo’ (vendas em atacado e varejo) opera numa estrutura mais enxuta -  ofertando entre 7 e 10 mil itens, enquanto os grandes supermercados ofertam de 30 a 40 mil itens. “Esse formato  consegue transferir para o consumidor a eficiência da cadeia, e também, por negociar grandes volumes, consegue dar uma condição melhor tanto para o consumidor quanto para os pequenos comerciantes”, explica.

Já o tipo de oferta em autosserviço é outro grande atrativo do modelo. Nele,  o consumidor não precisa fazer os pedidos de atacado, podendo ir à loja e retirar o quanto desejar.   

Para o diretor-presidente da rede  Atacadão, que pertence ao grupo Carrefour, Roberto Müssnich, o formato que, a priori, atenderia os pequenos comerciantes interessados em abastecer suas lojas, acaba atraindo, cada vez mais, famílias inteiras em busca de economia nos produtos mais básicos da cesta, como alimentos e produtos de limpeza. É a esse movimento que ele atribui  o crescimento do setor, no sentido inverso da crise. “A proposta é sempre um preço justo e uma oferta adequada, o que, de nenhuma maneira desqualifica os hipermercados. Cada um tem sua função no canal de distribuição e todos oferecem vantagem competitiva”, justifica.

O diretor executivo da rede atacadista local Atack, José Miranda Neto, diz que a tendência é que esse segmento se fortaleça ainda mais em virtude dos os preços ofertados que são em torno de 12% a 15% mais baratos que os ofertados pelo mercado convencional. “E não existe segredo. A simplicidade da operação gera custos muito inferiores aos dos demais mercados. E é essa economia que é repassada para os preços. Segundo pesquisas, um modelo tradicional trabalha com custos em torno de 25%. Já o modelo ‘atacarejo’ trabalha entre 10% e 12%”, detalha Miranda.

Planos 

 Além das que pretendem se instalar em Manaus, as redes ouvidas por +DINHEIRO que já operam em Manaus, têm em seu planejamento, estratégias de expansão à vista. 
A rede Atacadão, por exemplo, que já tem 54 anos de mercado e desde 2013 está em Manaus, possui, hoje, duas lojas em operação - uma na avenida Grande Circular, na zona Leste, e outra na Cidade Nova, zona Norte - com planos de inaugurar mais uma ainda este ano.

Quem tem planos de expandir é a rede Atack. Em Manaus há 13 anos, com crescimento médio de 25% no ano, a bandeira deve abrir mais uma unidade em 2016, além de ter planos para cinco lojas até 2020. “Essas novas unidades já estarão dentro da nossa proposta diferenciada de atacarejo que inclui, além dos itens tradicionais nas gôndolas, estruturas como açougue e padaria.

A rede  Nova Era Atacadista, por sua vez, que já tem quatro lojas espalhadas pela cidade, não adiantou planos de crescimento mas, segundo o diretor  Marcelo Gastaldi, tem espaço dentro do segmento em que atua para mais duas unidades em Manaus.

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