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OAB reforça campanha contra o ‘Caixa 2’ nas campanhas eleitorais

Mobilização também tem como bandeira o fim do financiamento eleitoral por empresas; meta é alcançar 50 mil assinaturas 21/10/2015 às 22:10
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Segundo o vice-presidente da OAB/AM, Marco Aurélio Choy, na próxima semana campanha inicia coleta de apoio via internet
Acritica.com Manaus (AM)

Lançada no dia 4 de setembro, a campanha “90 Dias Contra a Corrupção”, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já colheu no Amazonas aproximadamente cinco mil assinaturas de apoio a  projetos de lei que pretendem criminalizar o caixa dois em campanhas eleitorais. A meta é alcançar 50 mil assinaturas até o encerramento da campanha, no dia 9 de dezembro, quando é comemorado o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

“Estamos trabalhando em sintonia com a Comissão de Reforma Política da ordem, em parceria com organizações sociais como clubes de mães, entidades da juventude e a maçonaria”, explicou o vice-presidente da Seccional da OAB do Amazonas, Marco Aurélio Choy, um dos organizadores da campanha no Estado.

Além da criminalização do caixa dois de campanha, a mobilização também tem como bandeiras o fim do financiamento eleitoral por empresas, a redução de cargos comissionados na administração pública e a efetivação de mecanismos que garantam a transparência, em especial nos municípios.

Na próxima semana, revelou Choy, a campanha deve iniciar a coleta de apoio via internet. “No próximo dia 21 de novembro, na Ponta Negra, faremos uma caminhada contra a corrupção. Não será um evento só de advogados, será uma manifestação da sociedade, com a participação de várias entidades e pessoas identificadas com a causa. Convidamos todos a participar desse ato”, disse o organizador.

“A programação da campanha está intensa. Estamos realizando palestras e temos muitas outras coisas que realizaremos nos próximos dias”, acrescentou Marco Aurélio Choy.

Mobilização nacional

Além da OAB,  outras entidades, como o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) e AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), participam da campanha.

Segundo o juiz Marlon Reis, membro fundador do MCCE, casos de caixa dois devem ser denunciados pela população às autoridades. “Precisamos conquistar eleições imunes à interferência do poder econômico para assegurar uma representação política cada vez mais respeitada e legítima. Precisamos, para isso, banir das campanhas o caixa dois. Queremos o envolvimento da sociedade brasileira com essa ideia: quem recebe verbas de caixa dois não merece voto e deve ser denunciado às autoridades”, disse, em entrevista ao site da OAB.

Segundo o presidente nacional da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, “já fizemos a Lei Ficha Limpa e alcançamos o fim do investimento empresarial”. “Agora, este mesmo movimento vai mobilizar a sociedade contra o caixa dois eleitoral. Caixa dois zero é uma reivindicação da sociedade brasileira,  que OAB, MCCE, AMB e diversas entidades lutaremos para colocar em prática. Um ano antes das próximas eleições,  fazemos o alerta: não vote em candidato que fizer caixa dois de campanha”, afirmou.

As ações da campanha podem ser acompanhadas no site contracorrupcao.oab.org.br. Pela página, os cidadãos também podem demonstrar seu apoio no combate às propostas. Basta clicar no botão “Eu Apoio” e compartilhar, pelo Facebook ou Twitter, com seus amigos, familiares e seguidores. A hashtag oficial da campanha da OAB é #90DiasContraCorrupção.

Palestra para conscientizar sobre direitos

Amanhã, a Ordem dos Advogados do Brasil Secção Amazonas (OAB/AM) realiza o ciclo de palestras “Câncer de Mama: prevenção, tratamento e os Direitos da Mulher portadora do câncer”. O evento faz parte da programação do Outubro Rosa e visa chamar a atenção da comunidade acadêmica e operadores do Direito sobre a importância do diagnóstico precoce e, principalmente, dos Direitos da Mulher portadora do câncer.

De acordo com a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Gláucia Barboza, a ação foi uma das maneiras encontradas pela OAB/AM de demonstrar a preocupação com questões práticas, sociais e financeiras que afetam as mulheres com câncer.   “Infelizmente nem todas as mulheres portadoras do câncer de mama sabem que possuem direitos que, longe de resolver a situação, podem trazer mais conforto e alento neste momento tão difícil da vida. A maioria dessas mulheres não tem consciência dos seus direitos”. 

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