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Cotidiano
Após massacre

Obama rebate proposta de Trump de banir a imigração muçulmana nos EUA

Obama disse que a proposta do pré-candidato do Partido Republicano Donald Trump, se concretizada, faria dos EUA um país menos seguro. “Onde isso vai parar?”, criticou 14/06/2016 às 19:45
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(Foto: Agência Lusa/EPA/Christophe Petit Tesson/Direitos Reservados)
José Romildo - Agência Brasil Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou a proposta do pré-candidato do Partido Republicano, Donald Trump, de banir a entrada em território norte-americano de imigrantes vindos de países muçulmanos. Obama disse que a proposta de Trump, se concretizada, faria dos EUA um país menos seguro. “Onde isso vai parar?”, criticou.

A proposta de Trump foi feita ontem (13) em discurso no estado de New Hampshire, quando o candidato se referia ao massacre ao clube noturno gay Pulse, em Orlando, na Flórida, no último domingo (12), onde o norte-americano e filho de afegãos Omar Mateen abriu fogo contra os frequentadores, deixando 49 mortos e 53 feridos. Antes do massacre, Omar ligou para a polícia e declarou fidelidade ao Estado Islâmico.

Armas de fogo

O massacre mudou o tom da campanha presidencial dos Estados Unidos e trouxe temas como o acesso a armas e políticas de imigração para o centro dos debates entre os candidatos que disputam uma vaga dentro de seus partidos para concorrerem às eleições presidenciais.

Em solenidade no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, hoje, em Washington, Obama aproveitou para responder às críticas de Trump de que não tem sido duro o bastante para acabar com o terrorismo.  “Chega de falar sobre [a necessidade de] ser duro com o terrorismo”, disse Obama. Segundo ele, ser duro com o terrorismo é fazer todo o possível para dificultar o acesso de criminosos às armas.

Obama, que no início do ano propôs que o Congresso aprovasse leis para tornar mais difícil o acesso a armas de fogo, defendeu que sejam estabelecidas leis para impedir que criminosos possam comprar armamentos.

Referindo-se ao massacre de Orlando, Obama disse que, se não forem aprovadas leis mais duras contra as armas, os ataques “vão continuar acontecendo” apesar “dos esforços extraordinários do governo, das agências de inteligência, e dos militares”, segundo ele.

Hillary Clinton

A candidata democrata Hillary Clinton disse, em declarações à imprensa na cidade de Cleveland, Ohio, que em vez de proibir a entrada de muçulmanos, a melhor política é buscar o diálogo com a comunidade.

Ela lembrou que “milhões de pessoas que professam a religião muçulmana vivem pacificamente nos Estados Unidos” e considera injusto condenar todos os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos por causa de uma pessoa. Hillary sugere que é importante fortalecer o contato com a grande maioria de muçulmanos que vive no país, em vez de isolar a comunidade.

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