Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
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Obra de recuperação da ponte do Tarumã levará quase um mês para ser concluída, afirma Seinfra

A ponte do Tarumã teve sua estrutura comprometida pela forte correnteza do igarapé em decorrência das chuvas e do tráfego



1.gif A ponte de mais de 20 aos de existência não resistiu à força das águas pluviais e cedeu, obrigando sua total interdição
21/02/2015 às 17:45

A antiga ponte situada na Estrada do Tarumã, na Zona Oeste, que teve sua estrutura comprometida pela forte correnteza do igarapé em decorrências das chuvas e do tráfego constante de veículos pesados, já está em recuperação desde esta sexta-feira (20).

Técnicos da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e da Construtora Etam, responsável pela obra, iniciaram, nesta sexta-feira (20), a demolição e retirada de entulhos para a verificação da laje de sustentação da ponte. Com mais de vinte anos de existência e construída sobre uma estrutura em gabião, a ponte não resistiu à força das águas pluviais e cedeu, obrigando sua total interdição.



A Secretária de Estado de Infraestrutura, Waldívia Alencar, explicou que a Seinfra está analisando duas opções de ação, sendo a primeira e mais rápida o reaproveitamento da estrutura atual, após avaliação da laje de concreto.

“Se após esta avaliação for constatado que a estrutura pode ser reutilizada, a estrutura do gabião será reforçada e a laje será recolocada no lugar de forma provisória até que se proceda à duplicação da pista”, disse a titular da Seinfra.

Projeto

A duplicação da pista está prevista no projeto do Anel Sul, que vai duplicar os 8 quilômetros da Estrada do Tarumã, desde o Café Joelza até a Avenida Santos Dumont, a Estrada do Aeroporto.

A segunda opção, segundo a titular da Seinfra, seria a colocação de pontes cedidas pelo Exército Brasileiro. Waldívia Alencar informou que o governador em exercício, Henrique Oliveira, determinou o contato com o Comando Militar da Amazônia – 12ª RM, para solicitar a estrutura. “As pontes utilizadas pelo Exército Brasileiro têm 14 metros de extensão e ficaria no local até a construção da ponte definitiva, que também será duplicada”, explicou Alencar.

Em ambos os casos o prazo para liberação do tráfego no local é de 15 a 25 dias, quase um mês.

Novas obras                           

De acordo com informações da Seinfra, a duplicação da Estrada do Tarumã e a construção de uma ponte inteiramente nova já estavam previstos na construção do Anel Viário Sul, dentro do “Projeto Amazonas 2020”, do Governo do Amazonas, que prevê intervenções viárias de grande porte em Manaus, como a Avenida das Torres – já concluída, e a sua continuação já em obras, que é a Avenida das Flores, na Zona Norte da capital.

Principal via deacesso à Torquato

 A ponte é a principal via de acesso para a Vivenda Verde eliga a rodovia AM-450 à rodovia Torquato Tapajós, na Zona Norte. A barreiracolocada ainda ocupa um trecho da ponte e deixa o espaço limitado a passagem deum veículo por vez.

Para o motorista Enri Souza, 24, a necessidade de trafegardo outro lado da ponte existe e por isso ele se arrisca no trecho que estáafundando. “Eu tenho que passar aqui quase todos os dias. Fazer outro caminhovai tirar 35 a 40 minutos do meu tempo”, disse.

A dona de casa Ivânilda Ribeiro, 27, disse que todos os diasé possível perceber que a área está mais funda. Segundo ela, alguns motoristase moradores se mobilizaram para retirar do caminho as defensas.

De acordo com o comerciante Arnaldo Cruz, 62, que mora nolocal há 40 anos, o problema se arrasta desde agosto do ano passado. “Semprevem um técnico aqui, pergunta, diz que já vão ajeitar, mas nunca voltam”,reclama o comerciante.


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