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Obras prometidas para Manaus como legado da Copa ficam só no papel

Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus atribuem à pedengas judiciais e ao período de chuvas os motivos para o atraso nas obras prometidas como legado sa Copa como monotrilho, o BRT e recuperação das vias de acesso à arena e aeroporto 25/01/2014 às 16:32
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Projeto do monotrilho previa a construção de uma linha, no sentido Norte-Centro, perfazendo um total de 20,2 quilômetros de extensão
Lúcio Pinheiro* Manaus, AM

Com apenas um estádio por inaugurar e uma dívida de 20 anos para chamar de legado da Copa do Mundo da Fifa, o Governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus empurram para as disputas judiciais, o clima amazônico e a falta de tempo a responsabilidade pela herança acanhada que o evento vai deixar para a capital amazonense.

No papel, o mundial de futebol deixaria para a capital do Amazonas, além de um estádio moderno, um sistema de transporte público de primeiro mundo. A cinco meses do evento, o Estado corre para concluir o básico que permita receber o torneio: a Arena da Amazônia. E obras como o Monotrilho e o BRT foram colocadas para escanteio.

O governador Omar Aziz (PSD) afirma que não faltou vontade política nem orçamento. Mas sobraram conflitos judiciais em torno das obras. “Não foi vontade política nem falta de recurso. O projeto do monotrilho passou esse tempo todo sendo questionado pelo Ministério Público. Depois a Justiça decidiu que não era para ser feito. Então, esses problemas atrapalharam”, afirma Omar Aziz.

“O prefeito Artur Neto teve 18 meses para a Copa do Mundo. E desde quando assumiu a prefeitura ele foi muito claro, muito pé no chão ao dizer que o primeiro ano era de austeridade financeira, de economizar ao máximo para poder ser eficaz nas obras para fazer bem feito. A idéia desde o começo era saber o que poderia ser feito e o que dava para fazer”, diz o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, Bernardo Monteiro de Paula.

Orçado em R$ 1,4 bilhão e vendido em 2009 pelo então governador Eduardo Braga (PMDB) como um dos projetos carro-chefe na luta para que Manaus figurasse como subsede da Copa, o monotrilho deveria entrar em operação em dezembro de 2013.

Já o BRT, defendido pelo ex-prefeito de Manaus Amazonino Mendes (PDT) como mais “exequível” que o monotrilho, se as obras tivessem sido iniciadas em dezembro de 2011, como o previsto, estaria pronto em março deste ano. O projeto foi orçado em R$ 260 milhões.

Por falhas no planejamento e nos editais de licitação das obras, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) reocmendaram que governo e prefeitura corrigissem os projetos.

As dificuldades inviabilizaram a aquisição de recursos. Diante disso, o Governo Federal retirou o monotrilho e o BRT da matriz de responsabilidade da Copa. E os incluiu no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

Até obras onde o Governo Federal era o único responsável pelos investimentos e execução, como o aeroporto Internacional Eduardo Gomes, estão com dificuldades. O Porto de Manaus não fica mais pronto para a Copa.

*Leia mais na edição do jornal A Crítica deste domingo (26) páginas A3 e A6

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