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Cotidiano
Tecnologia vestível

Infinidade de itens com tecnologia de ponta abrem novo mercado

A convite da Eletrolar Show, maior feira brasileira de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, celulares e TI, a reportagem do jornal  A CRÍTICA esteve em São Paulo, na semana passado, onde pode conferir os lançamentos e tendências de wearables para o segundo semestre. 24/07/2016 às 10:00
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Durante a Eletrolar Show, evento realizado em São Paulo na semana passada, principais destaques foram wearables como os óculos de realidade ampliada. (Divulgação)
Janaína Andrade Manaus (AM)

O mercado pede cada vez mais produtos de alta tecnologia e rendimento. Independentemente do momento econômico, os wearables – dispositivos “vestíveis” - prometem alavancar a internet das coisas ao conversar com outros dispositivos e aparelhos que nos cercam. Óculos, relógios, pulseiras, camisas etc. São diversos os exemplos de como a tecnologia móvel pode ser inserida em diferentes acessórios para facilitar o dia a dia.

A convite da Eletrolar Show, maior feira brasileira de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, celulares e TI, a reportagem do jornal  A CRÍTICA esteve em São Paulo, na semana passado, onde pode conferir os lançamentos e tendências de wearables para o segundo semestre. A feira reuniu em sua 11° edição, 600 marcas, 10 mil produtos e teve visitação estimada em 30 mil pessoas, com poder de decisão sobre 26 mil pontos de vendas em todo Brasil.

Apesar de existirem dúvidas se os wearables serão facilmente absorvidos na rotina das pessoas, as startups que se adiantarem, de acordo com o presidente do Grupo Eletrolar, Carlos Clur, possuem a oportunidade de atuar em um mercado cuja concorrência ainda está se estruturando.

“As indústrias, agora, estão percebendo que o consumidor está disposto a não parar na compra do smartphones, mas seguir experimentando acessórios vestíveis que participem do processo de evolução da onipresença da informática e computação na vida das pessoas. Principalmente se forem tecnologias que contribuam para o bem-estar, qualidade de vida, segurança”, destaca Carlos Clur.

Os dispositivos wearables são um passo para a concretização da chamada “Internet das Coisas”, que tem como caracterização manter a permanente conectividade entre diferentes tipos de itens comuns no cotidiano dos indivíduos. Os smartwatches, por exemplo, são relógios de pulso que funcionam a partir do hibridismo com tecnologia presente em smartphones e tablets.
 
A Samsung, a DL, Garmin, entre outras, acreditam no potencial dos wearables e ampliam sua linha para o mercado nacional. Segundo o IDC, empresa que analisa e antecipa tendências tecnológicas, as vendas do segmento de vestíveis vão crescer 67% a cada ano, até 2020.

Blog

Oliver Romerscheidt, Diretor de tecnologia da GfK
 “Tudo se condensa nos smartphones.  E aí a gente consegue olhar para o futuro e já ver escova de dente ‘smart’, que diz se você está na sua meta de escovação, se está fazendo correto, temos também os relógios fit. O futuro é uma casa inteligente, onde a gente vai conseguir controlar o funcionamento de várias coisas, a partir do smartphone. A luz no final do túnel para esse cenário da crise é que nós, brasileiros, gostamos de tecnologia. O brasileiro é o que mais valoriza essa relação online, informatizada. Somos os mais conectados da América Latina”.

Três perguntas para Carlos Clur Presidente do Grupo Eletrolar

A indústria está pronta para os wearables? 

As indústrias agora estão percebendo que o consumidor está disposto a não parar na compra do smartphone, mas seguir experimentando acessórios vestíveis que participem do processo de evolução da computação. 

No futuro, tudo estará "conectado"?

A inovação, hoje, está na conectividade. O futuro da casa inteligente é você conectar a iluminação, a climatização, a televisão, lavadora, microondas. Cada vez mais as indústrias estão inovando em lançamentos que utilizam a conectividade.

O lançamento de wearables está aumentando?    

 Aumentou. Todos os produtos que antes eram mecânicos, começaram a ter sistemas informatizados. O smartphone assumirá o posto de controle remoto, o cérebro desses produtos.

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