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Cotidiano
ILEGAL

Oito toneladas de abacate ilegal vindas da Venezuela são apreendidas em barreira

Fiscalização montada na divisa de Roraima com o Amazonas impediu a entrada do produto que tinha fortes indícios de contaminação de pragas 15/12/2017 às 17:36 - Atualizado em 15/12/2017 às 17:37
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(Foto: Divulgação)
Antônio Ximenes Manaus

Oito toneladas de abacates de procedência venezuelana foram impedidas de entrar no Amazonas, através da barreira sanitária localizada na comunidade de Jundiá, na fronteira com Roraima. As frutas já tinham entrado no Estado vizinho e estavam prontas para serem oferecidas no mercado de Manaus clandestinamente. 

"Foi uma ação conjunta com a equipe de Roraima, que permitiu desbaratar uma rota de frutas ilegais com fortes indícios de contaminação com pragas, como a Anastrepha Ludens, que além de diminuir a produção arrasa pomares e provoca prejuízos em toda a cadeia produtiva do abacate e de outras frutas", afirmou o gerente de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), Luiz Fernando da Silva.

Durante dois dias foram fiscalizados 240 carros e a estratégia das duas agências de Roraima e do Amazonas é intensificar a fiscalização no fim de ano,quando há forte demanda por frutas e proteína animal no Amazonas, o maior mercado consumidor da região.

A barreira sanitária, que fica logo após o término da reserva indígena Waimiri Atroari, na BR 174, tem mais de dez profissionais envolvidos na fiscalização direta de todos os veículos que passam na rodovia. Como Roraima sofre a pressão da entrada das frutas clandestinas oriundas da Venezuela, país que atravessa uma das mais graves crises econômicas de sua história, o Amazonas também corre o risco de ser vítima de diversos tipos de pragas existentes nessas frutas, como se verificou com os abacates apreendidos e devolvidos para Roraima, com o objetivo que eles sejam destruídos.

Cadastro
Este tipo de ação conjunta foi a maneira encontrada pelos dois governos, com o objetivo de impedir que pragas existentes na Venezuela e que não são combatidas pelas autoridades sanitárias venezuelanas, entrem com mais profundidade na região. Um cadastro de acompanhamento de todas as ações desenvolvidas na barreira do Jundiá é compartilhado pelas duas agências.

O presidente da Adaf, Sérgio Muniz, disse que as barreiras são fundamentais para proteger o Estado, tanto das pragas de origem vegetal, como às de procedência animal, mas que a população, especialmente os consumidores, deve sempre pedir a origem dos alimentos. "Vamos impedir que as nossas plantações e rebanhos fiquem fora de doenças, a partir da conscientização de que a fiscalização é um gesto de cidadania e de saúde pública", alertou.

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