Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
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Omar Aziz deixa o Governo do AM nesta sexta-feira (04) para disputar o Senado

Governador renuncia ao cargo após quatro anos de gestão e deixa, em seu lugar, o vice-governador, José Melo (Pros) que disputará a reeleição



1.jpg Omar Aziz deixa o governo nesta sexta-feira (04) e José Melo assume o cargo
04/04/2014 às 08:27

Na noite desta sexta-feira (04), Omar Aziz (PSD) entrega o cargo de governador ao vice, José Melo (Pros), e fecha um ciclo de quatro anos à frente do Governo do Amazonas. Deixa o comando do Estado com uma lista de promessas de campanha cumpridas, como o Ronda no Bairro, outras em marcha lenta como a duplicação da AM-070, e algumas que figuram na propaganda oficial, mas que sequer saíram do papel, como a cidade universitária.

Em 2012, Omar fez o lançamento do projeto da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). À época, a expectativa do governo era inaugurar ao menos a primeira etapa do complexo (reitoria, alojamentos e um dos prédios de salas de aula), no Município de Iranduba. No entanto, nem as obras do acesso à área onde será construída o campus ficaram prontas dentro do prazo, março deste ano.

A duplicação da rodovia AM 070 (Manoel Urbano), que liga Manaus aos municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, segue em ritmo lento.

No rol das obras não concluídas até a renúncia de Omar está o Hospital Muhammad Amin Ismail Abdel Aziz – o ‘Hospital da Zona Norte’, promessa de campanha do governador. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), o pronto-socorro está com 60% das obras físicas concluídas e com mais de 80% dos equipamentos adquiridos. A previsão de conclusão do Pronto-Socorro e das áreas de apoio é para esse semestre ainda. Já o hospital em si tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2015.

Também na área da saúde, Omar prometeu, durante a campanha, a implantação de um sistema digital que usaria um cartão magnético para manter o registro de todas as informações médicas dos pacientes, com o objetivo de agilizar o atendimento. O sistema não foi nem cogitado durante a gestão. Já o programa de humanização da saúde, também prometido, que capacitaria todos os profissionais da saúde para que o serviço fosse prestado com mais dignidade e sensibilidade, ficou restrito a ações pontuais, como nas maternidades, por exemplo.

O Zona Franca Verde – programa da gestão Braga para o desenvolvimento do interior -deu lugar ao Amazonas Rural, projeto do governo Omar para alavancar a produção rural.

Dados do Sistema Integrado de Controle e Gestão de Obras Públicas (SICOP) da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) revelam que 27 obras públicas estaduais, que somam R$ 1,63 bilhão, estão paradas. Entre elas está a construção de 1.422 residências no conjunto habitacional Cidadão 5, a construção do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) do bairro Tancredo Neves, a construção de quatro núcleos do projeto Jovem Cidadão e a implantação do monotrilho.

Gestão bem avaliada pelo Ibope

Pré-candidato a senador, Omar Aziz cumpriu promessas de campanha e emplacou programas pelos quais recebeu reconhecimento e a confiança da população, que no ano passado lhe deram o título de governador mais bem avaliado do país em 2013, segundo pesquisa CNI/Ibope.

O controverso Ronda no Bairro é um exemplo disso. Apesar da sensação de insegurança por conta do avanço do tráfico de drogas, o programa reduziu os índices de criminalidade na capital e já chegou a oito municípios do interior. O programa tem uma avaliação positiva da população. De acordo com a Secretaria de Segurança (SSP-AM), após a implantação do programa em Manaus, o número de homicídios reduziu de 925 em 2011 para 710 em 2013. Os investimentos em segurança pública ultrapassam R$ 1 bilhão em 2014.

Omar entregou 15 mil unidades residenciais e deixou encaminhadas outras sete mil para serem inauguradas até o fim do ano.

Arena e a ponte como legados

Na infraestrutura, Omar tem como legado a construção da Arena Amazônia Vivaldo Lima para receber os jogos da Copa do Mundo e a conclusão das obras da Ponte Rio Negro, que liga Manaus à Iranduba.

Por sinal, a dívida da ponte, herança da gestão de Eduardo Braga (PMDB), hoje senador, é apontada por Omar como um dos fatores que impediu a sua gestão de realizar mais obras. Em fevereiro, na leitura da mensagem do Executivo na Assembleia Legislativa, Omar sugeriu que a conclusão de outras obras, como o Hospital 28 de Agosto, também reduziram o poder de investimento do Estado. A frase que Omar institucionalizou para definir sua administração (“Grandes obras são aquelas que mudam a vida das pessoas todos os dias”) evidencia a tentativa dele reafirmar as ações de sua gestão nesse cenário.

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