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OMC: estabilidade política é importante para o crescimento econômico

No início do mês, o Senado Federal aprovou o acordo firmado em Bali, na Indonésia, em dezembro de 2013. O tratado, que visa à desburocratização do comércio exterior e à eliminação de barreiras administrativas, é parte do Pacote de Bali, considerado histórico 29/03/2016 às 12:56
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O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, embaixador Roberto Azevêdo, disse que o acordo de Facilitação do Comércio tem enorme importância para economia global (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, disse hoje (29), após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, que a estabilidade política é um componente importante para a retomada do crescimento da economia brasileira. Ele participou da cerimônia de assinatura, pela presidenta, da carta de ratificação do Acordo de Facilitação do Comércio da OMC.

“A economia de qualquer país não existe num vácuo, existe relação entre momento econômico e político. É difícil estimar qual é o grau de interferência que há entre processo político e desenvolvimento econômico em qualquer país, e no Brasil também. O que é evidente é que a estabilidade política é um componente importante para o crescimento econômico. Quanto mais rápido o Brasil sair desse momento de turbulência e instabilidade, melhor para a economia e para o país de uma maneira geral”, afirmou, após ser perguntado como o processo de impeachment enfrentado por Dilma na Câmara dos Deputados influencia a economia brasileira.

Pacote de Bali

Azevêdo comemorou a ratificação do documento. “O acordo tem importância enorme não só para o comércio, mas também para a economia global. Teremos no Brasil uma redução de custos importante nas transações de comércio exterior tanto para exportação quanto para importação. O objetivo é diminuir os custos e o tempo que a mercadoria fica na fronteira, um tempo morto que onera a transação comercial”, afirmou.

Segundo o diretor-geral da OMC, a adesão deve reduzir o custo da transação comercial em torno de 14,5% na média mundial. “Em termos globais, estimamos que o acordo eleve o comércio mundial em US$ 1 trilhão. A maior parte disso vai para os países em desenvolvimento, ou seja, as exportações dos países em desenvolvimento aumentarão em torno de US$ 730 bilhões”, acrescentou.

Com o Brasil, o número de países que assinaram chega a 72. Para que entre em vigor, no entanto, é preciso que dois terços dos 162 membros da OMC, ou seja, 108 países, ratifiquem o documento.

No início do mês, o Senado Federal aprovou o acordo firmado em Bali, na Indonésia, em dezembro de 2013. O tratado, que visa à desburocratização do comércio exterior e à eliminação de barreiras administrativas, é parte do Pacote de Bali, considerado histórico por ser o primeiro acordo comercial global em 20 anos.

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