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OMS prevê casos de microcefalia ligada a Zika em outros países americanos além do Brasil

Em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que o Zika está se disseminando "explosivamente" e que pode atingir até quatro milhões de pessoas nas Américas 28/01/2016 às 19:32
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O vírus, transmitido pelo mesmo mosquito transmissor de dengue, chikungunya e febre amarela, está afetando grande parte da América Latina e Caribe.
reuters brasil ---

Outros países nas Américas provavelmente terão casos de má-formação cerebral relacionada ao Zika vírus, disse nesta quinta-feira (28) a chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as Américas à Reuters.

"Certamente nas Américas, o Brasil é o primeiro país com um grande surto de Zika e os outros países agora estão começando a ter surtos, então se formos presenciar casos de microcefalia, teremos que esperar 9 meses", disse Carissa Etienne, diretora regional da Organização Pan-Americana de Saúde, parte da OMS.

"Não sabemos se o Zika causa microcefalia, mas é nosso palpite, que vamos ver microcefalia por conta do Zika", disse.

Venezuela terá medidas após 4.700 casos
 
O governo da Venezuela lançou nesta quinta-feira uma campanha para enfrentar um surto do Zika vírus, depois de registrar cerca de 4.700 pessoas com sintomas da doença no país, informou a ministra da Saúde.

O vírus, transmitido pelo mesmo mosquito transmissor de dengue, chikungunya e febre amarela, está afetando grande parte da América Latina e Caribe. Foi a primeira vez que a Venezuela informou números sobre a presença do Zika.

"Temos relatos de 4.700 casos suspeitos de Zika hoje na Venezuela", disse a ministra da Saúde, Luisana Melo, durante uma operação de pulverização para reduzir a presença de mosquitos em casas humildes da capital.

"Provavelmente há uma subnotificação de casos...porque de cada quatro casos, três não consultam (um médico) porque apresentam sintomas leves", acrescentou. A Venezuela, que sofre uma escassez crônica de medicamentos e alimentos, parou de divulgar relatórios semanais sobre a presença de surtos mais de um ano atrás.
 
Médico dos EUA prevê teste de vacina até final do ano
 
Os Estados Unidos têm dois candidatos em potencial para uma vacina contra o vírus Zika e podem iniciar testes clínicos com humanos até o final de 2016, mas ainda levará anos para que o medicamento esteja disponível em larga escala, afirmaram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira.

O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, declarou que uma das vacinas se baseia em trabalhos realizados com o vírus do oeste do Nilo.

Fauci disse que a vacina jamais foi desenvolvida porque não foi possível uma parceria com uma farmacêutica, mas não vê a questão como um obstáculo no caso do Zika.

"Já estamos conversando com algumas empresas que são capazes de formar uma parceria conosco em um desenvolvimento avançado", afirmou ele em uma coletiva de imprensa.

O vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, foi ligado a má formações graves em milhares de bebês brasileiros. Não existe vacina ou tratamento para o Zika, que causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos. Estimadas 80% das pessoas infectadas não exibem sintomas, o que torna difícil para as grávidas saberem se foram contaminadas.

A doutora Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), disse terem surgido 31 casos de infecção de Zika em cidadãos de seu país que viajaram a áreas afetadas pelo vírus. Até agora, não houve casos de transmissão do vírus por mosquitos nos EUA, afirmou.

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