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ONU espera iniciar negociações de paz na Síria em 25 de janeiro

O governo sírio afirmou que está “pronto para participar” das negociações sobre a Síria, sob a égide das Nações Unidas, no fim de janeiro 26/12/2015 às 14:37
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A Síria vem sendo palco de constantes conflitos, ocasionando numa massa de refugiados e muitas mortes
Agência Lusa Nova York (Estados Unidos)

O mediador da Organização das Nações Unidas (ONU), Staffan de Mistura, deverá se reunir a partir de 25 de janeiro, em Genebra, na Suíça, com representantes do governo e da oposição na Síria, com vista às negociações de paz no país.

Staffan de Mistura disse que “conta, neste processo, com a total cooperação das partes sírias envolvidas” e acrescenta que “os desenvolvimentos no terreno não devem atrapalhar” o processo.

Na quinta-feira (24), o governo sírio afirmou que está “pronto para participar” das negociações sobre a Síria, sob a égide das Nações Unidas, no fim de janeiro, mas condicionou sua participação ao acesso prévio à “lista da delegação da oposição” que estará na mesa das negociações.

O comunicado da ONU faz referência às declarações de Viena, de outubro/novembro últimos, e à declaração de Genebra, de 2012, que estabelece os parâmetros de uma transição política controversa. Na semana passada, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram, por unanimidade, uma resolução confirmando um roteiro para uma solução política para a guerra civil na Síria.

Além das negociações entre a oposição e o governo sírio e de um cessar-fogo, o texto aprovado prevê a criação de um governo de transição no prazo de seis meses e a realização de eleições dentro de ano e meio.

Porém, o destino do atual primeiro-ministro sírio no âmbito da transição continua a dividir as grandes potências, com os países ocidentais e a oposição síria a defenderem a retirada de Bashar al-Assad, algo a que a Rússia se opõe. “Os sírios já sofreram o suficiente, a sua tragédia tem consequências em toda a região e para além dela”, dizem as Nações Unidas em comunicado.

Para a ONU, os sírios “merecem o total empenho de todos os seus representantes, que devem mostrar liderança e visão de longo prazo de modo a superar as suas diferenças para o bem da Síria”.

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