Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Opções de investimentos: poupança ou tesouro direto? DINHEIRO explica as vantagens

Analistas financeiros apontam as letras do tesouro como opção mais rentável para quem deseja investir a logo prazo



1.jpg Nos últimos meses, volume de saques têm superado os depósitos na caderneta de poupança
09/05/2015 às 18:20

Na hora em investir, o brasileiro ainda é conservador e prefere guardar seu dinheiro na caderneta de poupança, que parece sempre ser a opção mais segura. Porém, analistas recomendam outros tipos de investimentos de renda fixo para o momento como forma de fazer o dinheiro render mais se a aposta for para longo prazo.

As letras do Tesouro Nacional são os rendimentos com melhor liquidez atualmente, dado o cenário de dificuldades que o País atravessa, com alta de juros, inflação elevada, retração do consumo. Entre elas estão os títulos de dívidas públicas como LTN, LTF e NTN. Seus rendimentos são atrelados a índices de inflação como IPCA e o IGP-M.

“As aplicações em poupança estão rendendo muito menos do que no Tesouro Direto”, explica economista e professor Alexandre Cabral. 

Se aplicar R$ 1.000,00 na poupança, o investidor deve ter no final de um ano R$ 1.093,81. Aplicando em uma LFT do Tesouro Direto ele vai receber no final de um ano R$ 1.106,00, ou seja, R$ 12,19 a mais.

Qualquer pessoa pode investir no Tesouro Direto através de uma instituição financeira como banco, uma corretora ou uma clearing (instituições que prestam serviços de compensação e liquidação de operações realizadas em Bolsas de Valores ou outros mercados organizados).

Cabral desestimula aplicações na caderneta de poupança e explica que o dinheiro está rendendo menos parado do que se a mesma quantidade fosse investida em uma LFT, por exemplo. Vantagem para o Tesouro Direto.

Vantagem

Em um gráfico elaborado com dados do Tesouro Nacional e do Banco Central ele projetou que enquanto as captações de recursos acumulados no Tesouro Direto quase triplicaram no último ano, passando de R$ 1 bilhão em janeiro de 2014 para quase R$ 3 bilhões em março de 2015.

A poupança, ao contrário,  acumula perdas. Para se ter uma ideia, as cadernetas de poupança dos agentes financeiros do SBPE registraram saídas líquidas de R$ 9,2 bilhões, em março deste ano. Em janeiro do ano passado tinha pouco mais R$ 70 bilhões de recursos aplicados.

O endividamento dos consumidores e a diminuição nos índices de confiança, atrelados à perda de atratividade provocada pela alta dos juros básicos (Selic), foram os fatores que provocaram a maior retirada mensal líquida de recursos da poupança para os meses de março.

A BM&F Bovespa e o Tesouro Nacional estão promovendo uma espécie de hold show em bancos, faculdades e empresas de várias cidades brasileiras para ajudando a popularizar esse tipo de investimento. Uma vantagem é que qualquer pessoa, com qualquer valor, pode tornar-se um investidor.



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