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Operação Ágata 7 flagra 60 pistas clandestinas, principalmente na região amazônica

As pistas usadas supostamente por garimpeiros ilegais ficam em áreas isoladas e de difícil acesso por via fluvial e terrestre 01/06/2013 às 11:29
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Os resultados parciais da operação Ágata 7, que está em curso em todo o Brasil para combater o narcotráfico, contrabando, crimes ambientais e garimpo ilegal, foram apresentados em coletiva, nesta sexta-feira (31)
FLORÊNCIO MESQUITA ---

Mais de 60 pistas de pouso clandestinas foram identificadas nos últimos 14 dias pelas forças armadas brasileiras, durante a Operação Ágata 7. A maioria das pistas foi identificada na região amazônica, sendo sete em Tabatinga, a 1.105 quilômetros de Manaus, na tríplice fronteira formada pelo Brasil, Colômbia e Peru.

Todas as sete estão na área do Comando de Fronteira Solimões (CFSol), coberta pela  8º Batalhão de Infantaria de Selva (8º BIS) e não estão cadastradas pela Agência Nacional de Aviação (Anac).

As pistas usadas supostamente por garimpeiros ilegais ficam em áreas isoladas e de difícil acesso por via fluvial e terrestre. Todas passarão por reconhecimento terrestre e também junto aos órgãos competentes para verificar se estão dentro da legalidade. Segundo o vice-almirante, Ademir Sobrinho, a confirmação é necessária para evitar que pistas que atendam comunidades isoladas ou a órgãos como Fundação Nacional do Índio (Funai) sejam destruídas por engano. A verificação de todas as pistas, bem como, o planejamento da destruição das que estiverem irregulares, só deve concluído após o encerramento da operação.

O quantitativo das pistas foi informado durante a apresentação do balanço parcial a Operação Ágata 7, na manhã desta sexta-feira (31), no Comando Militar da Amazônia.  No último domingo, o Exército destruiu uma pista de pouso usada para dar suporte a um garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), na região de Cachoeira Xiriana, ao norte de Surucucu, em Roraima, a 50 quilômetros da fronteira com a Venezuela. No ano passado, foram destruídas duas pistas de pouso ilegais.

Para o chefe do Estado Maior Conjunto da Amazônia, general Franklimberg Ribeiro de Freitas, a identificação das pistas é fundamental para inibir crimes ambientais. Ele lembra que a maior parte dos garimpos ilegais que existem na Amazônia continua operando porque são mantidos pelo suporte fornecido pelas pistas clandestinas de pouso. É por meio delas que são levadas máquinas de extração, combustíveis e pessoal para os garimpos.

Na última semana, o Exército em parceria com a Funai, que repassou as informações, apreendeu dragas e bombas de sucção que extraiam minério em terras indígenas na tríplice fronteira.

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