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Operação Cauxi: Antes foragido, caseiro se entrega no MP e confirma ser 'laranja' em esquema

Sobrinha do prefeito afastado de Iranduba (AM), Ângela Rayane Medeiros usou documentos e o nome do caseiro do seu avô para abrir uma empresa. Caseiro teria recebido R$ 2 mil pelo serviço 12/11/2015 às 20:10
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Rayane Medeiros abriu a empresa Iranduba Comércio e Serviços de Construção Ltda com nome fantasia de ‘O Mercadão’
joana queiroz Manaus (AM)

O caseiro do pai do prefeito afastado do Município de Iranduba, Xinaik Medeiros, Jomar Contra de Andrade, antes considerado foragido, apresentou-se no final da tarde desta quinta-feira (12) na sede do Ministério Público estadual (MPE) avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, e  disse ter recebido R$ 2 mil  para ceder o seu nome e seus documentos para Ângela Rayane do Amazonas Medeiros de Araújo, sobrinha do prefeito afastado, abrir uma empresa em seu nome.
 
Jomar confirmou ser “laranja” da organização criminosa suspeita de cometer crimes de corrupção que causaram prejuízos de mais de R$ 56 milhões e deixaram o município com serviços essenciais funcionando de forma precária.
 
Ele foi apresentado por uma advogada e foi o último a ser ouvido na tarde de ontem pelos promotores que investigam a organização criminosa. Em depoimento, Jomar disse que recebeu R$ 2 mil de Rayane. Ela abriu a empresa Iranduba Comércio e Serviços de Construção Ltda com nome fantasia de “O Mercadão”.
 
De acordo com o caseiro, a sua parte no capital social da empresa é de R$ 350 mil e que é Rayane quem administra, porém ela tem outro sócio, Damião Saraiva Pereira Júnior.  Jomar  disse que continua trabalhando como caseiro recebendo o salário de R$ 800, sem ter carteira assinada e levando a vida simples que sempre teve.
 
As demais revelações feitas por Jomar não foram reveladas pelo Ministério Público que ainda procura pelo segundo laranja do esquema de corrupção. Este ainda não teve o nome revelado e há um mandado de condução coercitiva contra ele.
 
Na tarde de quarta-feira, o empresário Sérgio Souza Prestes, mais conhecido como “Serjão”, que estava com o mandado de condução coercitiva em aberto, apresentou-se com advogados. Ele foi ouvido e liberado em seguida.
 
Um dos presos já teve o pedido de colaboração premiada aceita pelo MPE. De acordo com a assessoria do MPE, ele e seus advogados apresentaram elementos e provas que podem colaborar com as investigações e contribuir com a elucidação de crimes praticados pela organização.

Preventiva para Nádia Medeiros

Ontem, o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou a transformação da prisão temporária de cinco dias par preventiva da tesoureira do fundo municipal de saúde Nádia Medeiros (irmã do prefeito afastado do Município de Iranduba Xinaiki Medeiros  em preventiva. A justificativa é que ela em liberdade poderia atrapalhar as investigações, destruir provas e intimidar testemunhas. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPE).

Além do mais, durante as investigações o MPE conseguiu provas robustas contra a tesoureira de que ela tinha parte sim na organização criminosa. Nádia está presa no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no Km 8 da BR-174, assim como os outros presos na operação Cauxi o secretário de finanças David Queiroz, o presidente da Comissão Permanente de Licitação Edu Correa e o secretário de Infra-Estrutura André Lima. Xinaiki está preso no Comando de Policiamento Especial (CPE).

Cauxi 2

O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas (Gaeco) Lauro Tavares disse que alguns depoimentos tem colaborado com as investigações e que ele não descarta a possibilidade da realização de mais uma operação Cauxi em Iranduba.

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