Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
instrução

Operação Cauxi: ex-prefeito de Iranduba e mais réus são ouvidos pela Justiça

A promotora de Justiça de Iranduba, Yara Marinho, afirmou que será pedida a pena máxima para Xinaik Medeiros e que provas são robustas para sustentar o pedido



WhatsApp_Image_2016-12-13_at_09.50.21.jpeg Promotora Yara Marinho afirmou que há muitas provas contra os réus (Foto: Antônio Menezes)
13/12/2016 às 10:05

A fase de instrução do processo contra o ex-prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros e mais doze réus acusados de integrar esquema de desvio de verbas públicas e fraudar licitações da Prefeitura de Iranduba, com o montante de R$ 56 milhões desviados, iniciou na manhã desta terça-feira (13), na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM). A audiência será fechada a pedido dos advogados. Segundo a promotora de Iranduba, Yara Marinho, esta é uma forma de não causar tumulto, pois há 164 pessoas para serem ouvidas.

Entre os acusados, seis estão presos, e, hoje, quatro deles serão ouvidos. Além de Xinaik, a irmã dele Nádia Medeiros, ex-tesoureira do Fundo municipal de Saúde, Davi Queiroz, ex-secretário de finanças e André Maciel Lima, ex-secretário de Infraestrutura serão ouvidos hoje. Além deles mais dez testemunhas de acusação serão ouvidas. 

O ex-presidente da Comissão Geral de Licitação de Iranduba, Edu Corrêa Souza, que pediu um acordo por delação premiada, também será ouvido. Edu é o único que não terá o direito de permanecer calado, devido ao acordo. Edu também teve a prisão decretada, mas foi solto após fazer o acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado (MP-AM). 

A promotora de Justiça de Iranduba, Yara Marinho, afirmou que será pedida a pena máxima para Xinaik e disse que as provas são robustas e muito fortes para sustentar o pedido.. "Vamos pedir a pena máxima. Pelos crimes de lavagem de dinheiro, acusação de participar de uma organização criminosa e peculato. São vários delitos com penas altas, então não tem como pedir uma pena pequena, mas é o juiz que vai decidir. Nessa audiência o Ministério Público fará todos os questionamentos para tentar comprovar as denúncias. É uma complementação, mas as provas que temos são fortes e robustas", explicou.

A promotora explicou que o pedido dos advogados de que a audiência fosse fechada é comum, mesmo que o processo não seja sigiloso. "É comum pedido de sigilo, por se tratar de políticos, pessoas públicas e para evitar tumulto. Mas o processo é público e pode ser acompanhada", disse. Segundo a assessoria do Tribunal, devido ao espaço pequeno da sala da audiência, a imprensa não poderia acompanhar.

Os quatro réus presos foram conduzidos por três viaturas até o TJ-AM

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.