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Cotidiano
Operação

Carros de luxo de empresário investigado pelo MPE são apreendidos

Carros de luxo são de empresário investigados pelo MPE são apreendidos 16/08/2016 às 05:00 - Atualizado em 16/08/2016 às 11:55
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Um Jaguar (foto) e um Land Rover seriam vendidos de forma frudulenta (Joana Queiroz)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Carros de luxo, entre eles um Jaguar e um Land Rover, foram apreendidos na manhã desta segunda-feira (15), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e empresas dos empresários  presos na operação Timbó II- Zagaia, deflagrada na manhã de sexta-feira, pelo Ministério Público do Amazonas, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O Jaguar está avaliado em aproximadamente R$ 200 mil, enquanto o Land Rover em mais de R$ 300 mil, De acordo com o procurador Mauro Veras, o Ministério Público obteve informações que os investigados estavam tentando simular a venda dos veículos para se desfazer de suas responsabilidades e os bens não serem apreendidos.

“Foram indícios que surgiram durante as investigações que estavam planejando fazer a venda simulada desses veículos. Isso nós estamos apurando”, disse Veras. Além do Jaguar e do Land Rover, na sexta-feira foram apreendidos três caminhões baú, duas vans, uma picape Strada e uma motocicleta.

Ontem o empresário Renan Correa Peixoto Filho, da empresa R.C. Comércio que estava foragido foi apresentado e preso e  ouvido pelos membros do Gaeco. Já o empresário Fábio de Camargo Calil, da empresa F De C. Calil, que prometeu se entregar a ontem  tarde, não apareceu, continua foragido e deverá ser apresentado hoje por sua advogada.

De acordo com o procurador Veras os indícios de participação dos empresários no esquema de corrupção são veementes e fortes. “A princípio nada os libera de uma participação intensiva e até proativa de buscar, defraudar licitações e estabelecer esse esquema dentro do município de Santa Isabel do Rio Negro”, revelou o procurador.
Conforme disse Veras, alguns dos investigados simulavam processos licitatórios que não ocorriam, mas os pagamentos eram efetivados e em momento algum houve a entrega de materiais licitados. Combustíveis não eram fornecidos pela empresa que vencia a licitação a prefeitura compra de outro fornecedor.

Os empresários burlavam a lei de licitações e a administração municipal com a conivência de administradores. Conforme o procurador, muitas vezes a propostas vinham dos próprios empresários que já apresentavam as licitações chegam formatizadas aos gestores.

Mauro Veras disse que as prisões temporárias dos investigados podem ser estendidas por mais cinco dias ou podem ser convertidas preventivas em prisões, vai depender do caminhar das investigações. Até ontem já tinha sido determinado o seqüestros dos bens e o bloqueio das contas bancárias dos investigados para evitar movimentações financeiras.

BOX

 A operação Zagaia é o desdobramento  da Operação Timbó cujo alvo  foi o núcleo empresarial da organização criminosa que atuava na prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro, a 630 km de Manaus, para desviar verbas públicas.

Uma das irregularidades encontradas foi a compra de 500 bolas de basquetebol para o município. As bolas e equipamentos custaram mais de R$ 600 mil. “Surpreendeu muito porque foram compradas 500 bolas de basquete para um município que não possui nenhuma quadra de basquetebol. Essas bolas e os equipamentos nunca chegaram ao município”, afirmou Christiane Corrêa, Promotora de Justiça que atua no Gaeco.

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