Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
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‘Opinião de Feliciano está isolada’, diz deputada federal

Declaração sobre o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara foi dada pela deputada federal do Acre, Antônia Lúcia



1.gif Deputada federal Antônia Lúcia durante audiência pública sobre a PEC 207
30/04/2013 às 16:55

Na semana em que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ameaça representar contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), por incitar o ódio contra minorias em vídeos divulgados na Internet, a vice-presidente da comissão, missionária e deputada federal Antônia Lúcia (PSC-AM) declarou que a opinião de Feliciano “está sendo isolada” dentro da CDHM.

“Essa opinião única e particular dele está sendo isolada. Essa discussão religiosa dele tem que ser nos púlpitos das igrejas. Nós não vamos transformar o parlamento e nem a Comissão em púlpito. E isso já está acertado com ele graças a Deus”, disse Antônia Lúcia na sexta-feira (26), quando veio representar a comissão especial que trata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 207 em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa (ALE-AM).

Em reportagem publicada pelo “Jornal do Brasil” na sexta-feira, a OAB disse que ingressará com pedido esta semana junto à Corregedoria da Câmara contra Feliciano e Jair Bolsonaro (PP-RJ) pedindo que os dois sejam investigados por quebra de decoro parlamentar. “Pensar que tais absurdos partem de representantes do Estado, das Estruturas do Congresso Nacional, é algo inimaginável e não podemos ficar omissos. Direitos Humanos não se loteia e não se barganha”, disse ao JB o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous.

Em relação ao comportamento do colega de comissão, a vice-presidente da CDHM, Antônia Lúcia coloca na “inexperiência” do parlamentar a justificativa dos entreveros nas reuniões da Comissão entre Feliciano e os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Domingos Dutra (PT-MA) e ativistas dos movimentos indígena, de mulheres, da população negra, das religiões afro e LGBT.

“Ele é pastor e está no primeiro mandato dele de deputado federal. Então eu lego isso (declarações) a inabilidade de lidar com o processo político e que graças a Deus houve compreensão dele e nós estamos vivendo agora um momento mais plausível na Comissão”, disse Antônia Lúcia, que é esposa do deputado federal pelo Amazonas, Silas Câmara (PSD).

Antônia Lúcia chegou a ser cogitada para substituir Marco Feliciano quando iniciaram os protestos, no final de março, às declarações do deputado federal consideradas ofensivas e preconceituosas à população negra e aos homossexuais.

Na sexta-feira, a parlamentar e senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) participaram de audiência pública na ALE-AM sobre a que dá autonomia orçamentária à Defensoria Pública da União (DPU). A deputada é a vice-presidente da comissão que analisa a matéria. A senadora é autora da PEC.

Três perguntas para Antônia Lúcia

1º A senhora teve resposta ao recurso contra a cassação do seu mandato?

Ainda espero resposta. Aqui o deputado federal Silas Câmara teve uma grande vitória. Eu sofri um grande período de perseguição. Respondi a varias ações e graças a Deus fui absolvida em praticamente todas. Mas esse recurso que ainda espero estou despreocupada porque já entrei com pedido de liminar e na época a ministra Carmem Lúcia havia negado, daí levei a agravo e num plenário por 4 a 3 conseguimos ganhar. O fato é que o recurso (dinheiro apreendido na eleição) não é meu e nem do deputado Silas. Existe um autor de tudo isso que já declarou no seu importo de renda de 2011 e isso aí foi uma armação política.

2º E quem armou contra a senhora e o deputado Silas Câmara?

Fui eleita contra as forças políticas do Estado do Acre e um dos fatores contundentes disso é porque eu sou casada com o deputado do Amazonas. E isso fica confuso na cabeça dos líderes porque ninguém sabe se eu que vou vir pra cá ou se ele que vai pra lá. Se a gente quer somar os Estados. Então, faz parte do jogo político. Mas prevalece o que é justo. E na minha convicção cristã, jamais um justo passará por culpado.

3º A senhora será candidata a governadora do Acre? Já está fazendo campanha?

Na realidade, eu sou de um partido que tem a intenção de lançar um candidato ao Governo. Isso ocorrendo eu não posso negar ao meu partido um convite desses. Estamos analisando. Isso aí (candidatura) o futuro é quem vai nos dizer. Não estamos trabalhando em campanha. Não. O povo reconhece o trabalho, então acho que é salutar.

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